Em declaração, Biden e israelenses prometem 'nunca deixar Irã ter arma nuclear'

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Em encontro em Israel com o novo primeiro-ministro Yair Lapid, o presidente americano, Joe Biden, se comprometeu nesta quinta-feira a estender um acordo que prevê bilhões de dólares para militares israelenses. Os dois líderes assinaram um documento que não apenas reafirma o compromisso dos EUA com a segurança do aliado, mas também seu compromisso de “nunca permitir que o Irã adquira uma arma nuclear”.

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A declaração conjunta assinada nesta quinta expressa o apoio do governo Biden à extensão de um memorando de entendimento entre os países — que vai até o ano fiscal de 2028 — e inclui bilhões em ajuda de defesa para Israel. Na quarta-feira, Biden recebeu um briefing sobre o Iron Dome de Israel e o novo sistema de defesa aérea Iron Beam.

Intitulado “Declaração Conjunta de Parceria Estratégica Jerusalém EUA-Israel”, o documento menciona o compromisso dos EUA com a segurança de Israel, a manutenção de sua vantagem militar qualitativa e seu direito de se defender sozinho, tudo refletido em décadas de assistência à segurança.

Com a assinatura, os Estados Unidos prometem nunca permitir que o Irã adquira uma arma nuclear e dizem que estão “preparados para usar todos os elementos de seu poder nacional para garantir esse resultado”.

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O memorando existente hoje surgiu após meses de negociações, muitas vezes tensas, entre o ex-presidente Barack Obama e o ex-premier israelense Benjamin Netanyahu, que se opôs aos esforços do governo americano à época de intermediar um acordo nuclear com o Irã, e prosseguiu com a construção de assentamentos israelenses, apesar das preocupações dos EUA de que eles agravariam as tensões com os palestinos.

Biden, que atuou como vice-presidente de Obama, deve se reunir com Netanyahu – agora o líder da oposição — nesta quinta-feira.

— Tivemos uma conversa boa e sincera sobre os problemas e as oportunidades que nossos países enfrentam — disse o americano após seu encontro com Lapid. — Meu governo, e acho que a grande maioria do público americano, não apenas meu governo é completamente dedicado à segurança de Israel.

Controvérsias de fora

Os líderes dos dois países assinaram pela última vez um documento equivalente em 1998. Por isso, apesar do caráter amplamente simbólico do memorando, autoridades israelenses e alguns analistas acreditam que ele assumiu maior importância em um momento em que Israel se tornou mais uma questão partidária nos Estados Unidos, com democratas cada vez mais críticos das políticas do país em relação aos palestinos.

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As desavenças em relação ao conflito de Israel com os palestinos é aparente. Biden reafirma seu apoio a uma solução de dois Estados e, em nome de ambos os líderes no documento, há apenas um compromisso compartilhado com iniciativas que fortalecem a economia palestina e melhoram a qualidade de vida dos palestinos.

Além disso, apesar do nome, a Declaração de Jerusalém, não menciona outra questão controversa: o reconhecimento do governo americano de Jerusalém como a capital de Israel, feita durante o governo de Donald Trump. Jerusalém Oriental é considerada território ocupado pela ONU e pela comunidade internacional.

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Nesta quinta, Biden também participou de uma cúpula virtual com os líderes de Israel, Emirados Árabes Unidos e Índia para anunciar um projeto de US$ 2 bilhões para ajudar a trazer centros de processamento de alimentos para a Índia.

Os Emirados contribuirão com US$ 2 bilhões com os EUA fornecendo apoio do setor privado, e Israel fornecendo conhecimento tecnológico. Muitos países enfrentaram escassez de alimentos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que interrompeu a exportação de trigo, milho e oleaginosas.

(Com New York Times)

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