Em defesa de Felipe Neto, Haddad chama Bolsonaro de genocida: “Por que não manda a polícia aqui?”

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Sao Paulo's former Mayor Fernando Haddad speaks to supporters of former President Luiz Inacio Lula da Silva during a demo marking one year after his arrest in Curitiba, Brazil on April 07, 2019. - Lula da Silva is serving a 12-year imprisonment sentence on corruption charges. (Photo by Heuler Andrey / AFP)        (Photo credit should read HEULER ANDREY/AFP via Getty Images)
Fernando Haddad defendeu Felipe Neto e lembrou que fez as mesmas críticas ao presidente Jair Bolsonaro (Foto: Heuler Andrey/AFP via Getty Images)

Fernando Haddad (PT) saiu em defesa do youtuber Felipe Neto, intimado a depor por chamar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida.

Em uma entrevista ao canal TVT, Haddad lembrou que ele e o governador de São Paulo já fizeram as mesmas críticas ao presidente, mas nunca foram intimados. “Hoje o João Doria chamou Bolsonaro de genocida. Processa o Doria, pô. Seja homem”, disse.

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“O Bolsonaro não tem coluna vertebral. Ele manda a Polícia Federal na casa do menino bem-sucedido, de um youtuber. O governador do estado o chamou de genocida. Eu o chamei mil vezes. E ele manda a PF na casa do youtuber? Por que não manda a polícia aqui? Vai mandar a PF na casa do menino?”

Além de Haddad, o ex-presidente Lula também demonstrou solidariedade a Felipe Neto

A denúncia contra Felipe Neto foi feita por Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador pela cidade do Rio de Janeiro. A decisão da Justiça foi baseada na Lei de Segurança Nacional. O youtuber fez críticas a Jair Bolsonaro pela maneira como o presidente tem conduzido a pandemia do coronavírus no Brasil. Mais de 282 mil brasileiros já morreram em decorrência da doença.

Haddad concordou com as críticas de Felipe Neto e afirmou que ter Bolsonaro no comando do país é como ter “um nada na presidência”. “É uma coisa muito indigna. Eu fico me perguntando: como o país deixou chegar a esse ponto? O nível de destruição do país será muito grande”, declarou.

Em 2018, Haddad e Bolsonaro se enfrentaram no segundo turno. O petista teve 44,87% dos votos, enquanto o atual presidente conseguiu 55,13%.