Em defesa entregue ao Exército, Pazuello argumenta que ato com Bolsonaro não era político

·2 minuto de leitura
Former Brazil's Health Minister Eduardo Pazuello speaks during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil May 20, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Ex-ministro e general da ativa, Eduardo Pazuello negou que ato pró-Bolsonaro fosse político (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Eduardo Pazuello entregou defesa ao Exército após ter participado de ato com Bolsonaro

  • Segundo o militar, não se tratava de um ato político, porque Bolsonaro não é filiado a um partido

  • Pazuello pode receber uma advertência ou uma repreensão

Na tarde da última quinta-feira (27), o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello entrou a defesa no processo disciplinar aberto pelo Exército. Segundo a argumentação, não se tratava de um ato político. A apuração diz respeito à participação de Pazuello em um ato com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último domingo (23).

Eduardo Pazuello é general da ativa e, pelas normas do Exército, está vedado “Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. O ato é considerado uma transgressão.

Leia também

Na defesa apresentada pelo general, revelada pela rádio CBN, ele argumenta que não se tratava de um ato político-partidário, já que o país não está em período eleitoral e que o presidente Jair Bolsonaro não tem filiação a nenhum partido político.

Outro ponto levantado na defesa é que não se tratava de uma manifestação, mas de um passeio de moto. Apesar de Pazuello e Bolsonaro terem passeado de moto pelo Rio de Janeiro, os dois subiram em um caminhão de som para falar com os apoiadores do presidente.

Um dia após o ato, o Exército abriu um procedimento disciplinar para apurar a conduta de Pazuello. O comando da instituição tem 30 dias para decidir o que fazer.

Segundo o Estatuto dos Militares, são proibidas “quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.

Agora, Pazuello deve ser chamado em até oito dias para fazer a sustentação oral. Mas, também há a possibilidade de o caso ser arquivado. Caso o general seja punido, ele pode receber uma advertência, uma repreensão oral ou até mesmo ser preso.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos