Em depoimento à PF, Pazuello diz que recebeu pedido de Bolsonaro para apurar suspeitas na Covaxin

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BRASÍLIA — O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello prestou depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira sobre suspeitas de prevaricação por parte do presidente Jair Bolsonaro no caso da compra da vacina Covaxin, suspeita de irregularidades. Ele foi ouvido na condição de investigado.

Segundo pessoas que acompanham a investigação, o ex-ministro afirmou à PF que foi informado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre suspeitas de irregularidades no contrato da Covaxin e que determinou ao seu secretário-executivo Elcio Franco que verificasse se havia algum problema na documentação. Pazuello relatou que essa análise não encontrou nenhuma irregularidade no negócio.

No depoimento, o ex-ministro disse que a ordem para apuração foi feita de forma verbal e, por isso, não tinha nenhum registro.

Os argumentos apresentados à PF foram semelhantes ao que constava em ofício enviado por Pazuello à Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentando esclarecimentos sobre eventuais problemas no contrato da vacina indiana.

O depoimento de Pazuello ocorreu na sede da PF em Brasília e teve início por volta das 10h. O ex-ministro falou para dois inquéritos diferentes: o que apura prevaricação de Bolsonaro e outro específico sobre suspeitas de irregularidades na compra da Covaxin. Ele deixou a sede da PF por volta das 14h, pela garagem.

Anteriormente, quando ainda era ministro, ele chegou a prestar outro depoimento à PF em investigação sobre o colapso do oxigênio em Manaus, mas foi ouvido no hotel onde mora em Brasília.

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