Em depoimento, Dr. Jairinho diz que denúncia de agressão da ex-namorada foi por vingança e que relação tinha finalidade 'sexual'

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RIO — Em depoimento prestado ao delegado Adriano Marcelo Firmo França, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade) negou as acusações feitas um por uma ex-namorada do parlamentar, que relatou que ela e a filha, de 3 anos à época, foram agredidas por ele. As informações foram prestadas em uma sala da 16ª DP (Barra da Tijuca), na tarde desta quinta-feira, dia 8, horas depois de ele e a namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, serem presos pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos.

De acordo com o termo de declaração, ao qual O GLOBO teve acesso com exclusividade, Jairinho contou que começou a se relacionar amorosamente com a cabeleireira em dezembro de 2010, tendo ficado com ela por cerca de dois anos, com finalidade “sexual”. Ele diz que os encontros aconteciam em seu flat, no Recreio dos Bandeirantes, e na casa dela, em Bangu. Ele afirmou que o tratamento entre os dois se dava de forma “tranquila” e o único empecilho era o fato de a moça insistir para que ele se separasse da dentista Ana Carolina Ferreira Netto, mãe de dois dos seus três filhos.

Em relação à filha da mulher, Jairinho disse que eles tinham uma relação “amistosa” e não mantinha com ela “grau de intimidade”, negando que tenha saído sozinho com a criança ou a levado a qualquer lugar que tivesse piscina - em depoimento, a mãe contou que a menina contou a avó materna que teve a cabeça afundada por ele embaixo da água de uma piscina. Ele também contestou as informações de que teria torcido o braço dela, dado “mocas” em sua cabeça e colocado um saco em seu rosto para sufoca-la.

Assim como no depoimento que prestou sobre a morte de Henry, Jairinho reiterou que usa quatro remédios controlados para dormir há mais de dez anos e que as receitas são prescritas por médicos do Posto de Saúde da Câmara dos Vereados do Município do Rio, onde exerce seu quinto mandato.

Sobre o episódio narrado pela ex-namorada na delegacia de que ele teria a colocado a força no carro depois de uma discussão na saída de um restaurante, o parlamentar disse apenas que a briga foi provocada por ciúmes por parte da mulher e negou que tenha havido agressão física. Ele salientou ainda que, depois do término do relacionamento, a cabeleireira passou a enviar mensagens pejorativas para suas duas ex-mulheres.

Ao ser ouvida, a mulher contou que, em determinado momento do relacionamento, sua filha não mais queria ficar em sua companhia quando ela estava com Jairinho e que ficava nervosa, chorava e até vomitava ao vê-lo. A testemunha disse ainda que em uma ocasião em que viajou com eles, o vereador lhe ofereceu remédios para dormir, tendo a moça colocado o comprimido embaixo do travesseiro. Ao chegar na sala do apartamento, em Mangaratiba, disse ter encontrado o então namorado segurando pelos braços a criança, que estava assustada.

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