Em depoimento, filho de Flordelis diz que ela incentivou os filhos a matarem o pai

Filho acusa Flordelis dos Santos de Souza de ter sido a “mentora intelectual” da morte do pastor Anderson do Carmo - Foto: Reprodução

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Misael diz que mãe foi “mentora intelectual” do assassinato

  • Relato foi dados dois dias após o crime

Wagner Andrade Pimenta, o “Misael”, afirmou a policiais que acredita que a pastora e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) foi a “mentora intelectual” da morte do pastor Anderson do Carmo. O filho adotivo do casal prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo no dia 18 de junho deste ano, dois dias depois do crime. O jornal EXTRA teve acesso todos os relatos dos irmãos.

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Depois dele, outros quatro filhos adotivos acusaram a mãe em depoimentos aos policiais: Daniel dos Santos de Souza, Luan Santos, Kelly Cristina dos Santos e Roberta Santos.

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São réus pela morte do pastor o filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos Rodrigues, e Lucas Cézar dos Santos, filho adotivo do casal. Anderson foi morto com 30 tiros, de acordo com as investigações, disparados pelo primeiro. O segundo teria auxiliado na compra da arma do crime. A polícia agora investiga a participação de outras pessoas da família na execução. Em seu depoimento, Daniel relatou a possibilidade de envolvimento de outras duas filhas e uma neta da pastora. Ele diz, também que o pai sabia da intenção da esposa: ele encontrou uma mensagem na qual ficava claro que estavam planejando sua morte.

Misael conta que, antes do crime, a mãe lhe confessou acreditar que o marido estava "dando a volta nela com relação à dinheiro". Em outubro do ano passado, Anderson ficou internado por cinco dias e perdeu quase 20 quilos. O filho diz que na época não sabia, mas depois descobriu que, a mando de Flordelis, três filhas do casal e a própria deputada estavam dopando o pai com remédios. De acordo com Misael, a pastora, "manipulando os filhos, encontrou alguém com coragem para matar Anderson".

A versão é corroborada pelos outros irmãos. Em seu depoimento, Lucas afirma que a filha biológica de Flordelis, Simone dos Santos, lhe disse que a mãe pediu que ela contratasse alguém para “apagar” Anderson. Ele mesmo recebeu uma mensagem de texto da irmã, Marzy Teixeira, oferecendo R$ 10 mil para que ele matasse o pai. Questionada pela esposa de Misael, Marzy admitiu que a mensagem foi redigida pela própria pastora.

Outro filho, Luan, diz ter ouvido a mãe falar sozinha a palavra “acabou”, depois do crime. A filha adotiva Kelly relata também que Flordelis sempre dizia aos filhos que “no dia em que Anderson não estivesse mais ali, as coisas iriam melhorar”.

No relato de Kelly, ela conta que a mãe tentou reunir todos os filhos no dia anterior aos depoimentos, para combinar o que seria dito à polícia. Ela não compareceu à reunião, mas Flordelis teria dito que saberia, pelo advogado, o que cada um dos filhos dissera.