Em dia de votação do impeachment de Trump, dólar é negociado abaixo de R$ 5,30; Bolsa cai

O Globo, com agências
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RIO — O dólar abriu em alta nesta quarta-feira, mas inverteu a tendência e é negociado em baixa, numa sessão que promete ser de instabilidade. Investidores monitoram a votação do impeachment de Donald Trump e estão atentos ao processo de eleição dos presidentes da Câmara e do Senado no Brasil.

Às 13h24, o dólar comercial recuava 0,52%, a R$ 5,296. Na véspera, a moeda americana fechou em forte queda de 3,26%, a R$ 5,3235. Foi o maior recuo desde junho de 2018.

Já a Bolsa paulista, a B3, recuava 1,46%, aos 122.193 pontos. O mercado também está de olho em sinais do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre possível retirada de estímulos à economia.

O Fed divulga nesta quarta o Livro Bege, que atualiza a visão da autoridade monetária sobre conjuntura econômica dos Estados Unidos, o que pode dar pistas sobre se o órgão pode começar a reduzir seu programa de compra de ativos.

Após ter atingido novas máximas históricas na primeira semana do ano, o Ibovespa tem ficado volátil nas últimas sessões.

Ações de maior liquidez, como as de Petrobras e de empresa de metais, que puxaram a escalada do índice desde o início de novembro, são pela, terceira sessão seguida, destaques de perdas, com investidores preferindo embolsar ganhos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York se mantém estável em relação ao fechamento de terça-feira (-0,01%). O S&P 500 apresenta alta de 0,18%, enquanto o Nasdaq avançava 0,48%.

Na Europa, a Bolsa de Londres fechou em queda de 0,13%, enquanto Paris e Frankfurt avançaram 0,21% e 0,11%, respectivamente.

Os índices acionários da China fecharam em baixa. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,33%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,27%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,15%. Já a Bolsa de Tóquio subiu 1,04%.

No Brasil, as atenções seguem voltadas para a corrida nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. O MDB definiu que Simone Tebet enfrentará Rodrigo Pacheco (DEM) na disputa pelo Senado.

A XP lembra que Tebet se lançou na disputa pregando "independência com harmonia" em relação ao Planalto e disse que a discussão sobre novo auxílio emergencial deve ser feita "observando os critérios de responsabilidade fiscal, do limite do teto de gastos".

No campo macroeconômico, o setor de serviços do Brasil — que responde pela maior parte da atividade econômica — cresceu em novembro pelo sexto mês consecutivo e a uma taxa acima do esperado.

A Renascença ponderou, contudo, que há uma expectativa de que o resultado de dezembro seja mais fraco, com a combinação entre piora da pandemia, atraso no começo da vacinação, queda na confiança dos consumidores e expectativa de deterioração no mercado de trabalho.