Em discurso da posse, Lula promete revogar teto de gastos

Revogação do Teto de Gastos virá acompanhada de respeito à responsabilidade fiscal, afirmou Lula (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Revogação do Teto de Gastos virá acompanhada de respeito à responsabilidade fiscal, afirmou Lula (Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Presidente chamou a medida de uma "estupidez";

  • Revogação do Teto de Gastos não quer dizer descontrole fiscal, afirmou Lula;

  • Governo de Lula verá retorno dos investimentos em saúde e educação.

Durante seu discurso de posse presidencial em Brasília, neste dia 1º de janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva voltou a prometer a revogação do Teto de Gastos, medida de controle dos gastos públicos que chamou de "estupidez".

"O SUS é provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988. Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada Teto de Gastos, que haveremos de revogar", disse o presidente.

Segundo o presidente, seu governo verá a retomada dos investimentos em saúde e educação, áreas que haviam sido negligenciadas nos últimos anos devido à medida que controlava os investimentos públicos da União.

"Vamos recompor os orçamentos da Saúde para garantir a assistência básica, a Farmácia Popular, promover o acesso à medicina especializada. Vamos recompor os orçamentos da Educação, investir em mais universidades, no ensino técnico, na universalização do acesso à internet, na ampliação das creches e no ensino público em tempo integral. Este é o investimento que verdadeiramente levará ao desenvolvimento do país".

Para Lula, no entanto, a revogação do Teto de Gastos não quer dizer descontrole fiscal. Segundo o presidente, é necessário encarar o desafio de voltar a fazer o país crescer com "realismo orçamentário".

"O modelo que propomos, aprovado nas urnas, exige, sim, compromisso com a responsabilidade, a credibilidade e a previsibilidade; e disso não vamos abrir mão. Foi com realismo orçamentário, fiscal e monetário, buscando a estabilidade, controlando a inflação e respeitando contratos que governamos este país", disse.