Em discurso de despedida, Rodrigo Maia chora e prega conciliação

Natália Portinari, Paulo Cappelli e Bruno Góes
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Reprodução/TV Justiça

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se emocionou ao encerrar seu mandato. Maia chorou ao dar início a um discurso de encerramento de seus quatro anos e meio à frente do cargo. A fala ocorreu logo antes da votação que deve eleger seu sucessor.

Ele disse que "se preparou" para não chorar, mas não resistiu:

— Eu começo dizendo aos deputados candidatos — disse, interrompido pelas lágrimas — que apenas um de vocês terá a enorme honra de presidir a Câmara dos Deputados. Honra que tive. Me preparei pra não chorar, mas não dá.

— Honra que tive pelos últimos quatro anos e sete meses, onde tive a oportunidade de conhecer melhor o meu país através (choro) de cada um de vocês, através de diálogos, de visitas que fiz com alguns de vocês, de conversas na residência da Câmara.

Ele citou as realizações da Câmara dos Deputados nos últimos anos, frisando o trabalho na pandemia na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento de Guerra e disse que terá orgulho de, agora, fazer parte da "planície" — sinônimo de "baixo clero" na Câmara.

— A partir dessa eleição, o passado ficou para trás. E nós precisaremos, unidos, e eu na planície, em plenário, com muito orgulho, com cada um de vocês, construirmos o futuro do Brasil. Não pelos próximos dois anos, mas para os próximos 20 anos.

Diante dos últimos desentendimentos entre ele e Arthur Lira (PP-AL), candidato rival ao seu bloco, que apoia Baleia Rossi (MDB-SP), Maia pregou a conciliação e disse respeitar todos os seus pares.