Em discurso, Silvio Almeida emociona ao declarar que negros, pobres, LGBT+ e mulheres 'são valiosos' para o país; veja vídeo

Ao exaltar pessoas negras, pobres, LGBTQIAP+ e mulheres, e afirmar que suas suas vidas são valiosas para o país, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, empossado nesta terça-feira (3), foi aclamado com salva de palmas no prédio na Esplanada dos Ministérios e se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Durante sua fala, o parlamentar se posicionou à favor das consideradas "minorias sociais", se opondo ao conservadorismo pregado no governo Bolsonaro.

— Por isso, permitam-me como um primeiro ato, como ministro, dizer o óbvio, que, no entanto, foi negado nos últimos quatro anos. Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, vocês existem e são valiosos para nós. Mulheres do Brasil, vocês existem e são valiosas para nós. Homens e mulheres pretos e pretas do Brasil, vocês existem e são pessoas valiosas para nós. Povos indígenas deste país, vocês existem e são valiosos para nós. Pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, travestis, intersexo e não-binárias, vocês existem e são valiosas para nós — afirmou o ministro.

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Com quase 19 mil publicações no Twitter, o nome de Silvio Almeida ficou entre os assuntos mais comentados na tarde desta terça-feira. No fim de seu discurso, o ministro também ressaltou a importância de garantir direitos às pessoas em situação de rua, com deficiência e vítimas de violências.

— Pessoas em situação de rua, vocês existem e são valiosas para nós. Pessoas com deficiência, pessoas idosas, anistiados, filhos de anistiados, vítima de violência, vítimas da fome e da falta de moradia, pessoas que sofrem com falta de acesso à saúde, companheiras empregadas domésticas, todos e todas que sofrem com a falta de transporte, todas e todos que têm seus direitos violados, vocês existem e são valiosos para nós. Com esse compromisso, quero ser ministro de um pais que põe a vida e a dignidade em primeiro lugar — concluiu o parlamentar.

Almeida disse que seu maior compromisso será o de “lutar para que o estado brasileiro deixe de violentar seus cidadãos” e que apresentará nos próximos meses um conjunto de políticas públicas à sociedade. Ele afirmou que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou um “ministério arrasado” e que a pasta era “utilizada para reprodução de mentiras e preconceitos”.