Em disputa bilionária, ex-sócio da Vale na Guiné acusa mineradora de omitir que sabia de corrupção no país

Mariana Barbosa

SÃO PAULO - A bilionária disputa entre a Vale e o magnata israelense Beny Steinmetz – seu ex-sócio em uma importante mina de minério de ferro na Guiné – deve ganhar novo capítulo. Em gravações entregues nesta quinta-feira à Justiça de Nova York, ex-executivos da mineradora brasileira reconhecem que a Vale sabia do esquema de corrupção envolvendo a concessão da mina quando entrou no negócio.

A disputa entre Steinmetz e Vale tem contornos de romance policial. Os ex-executivos da Vale que aparecem nas gravações não sabiam que estavam conversando com um investigador disfarçado contratado pelo empresário ou mesmo que estivessem sendo gravados.

E tinha como pano de fundo o interesse do governo Lula em estreitar laços diplomáticos e econômicos com a África — fato que é mencionado nas conversas. Saiba mais sobre a polêmica na reportagem exclusiva do GLOBO.