Em evento militar, Bolsonaro diz que só deve lealdade ao povo

Lúcio Lambranho *
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro evitou falar sobre a crise no governo envolvendo integrantes do PSL na tarde desta quinta-feira. Horas depois de destituir a deputada federal Joice Hasselmann da liderança do governo e ficar sabendo que o líder do partido na Câmara, delegado Waldir, declarou que poderia implodir o governo, além de ter chamado o presidente de "vagabundo", Bolsonaro disse em Florianópolis que só deve lealdade ao povo.

Ao cumprimentar as pessoas que participavam de evento na Academia Nacional da Polícia Rodoviária Federal, na capital catarinense, o presidente disparou:

- (...) E queria agradecer ao povo, povo esse a quem devo unicamente lealdade.

Durante o evento, Bolsonaro sancionou a Medida Provisória (MP). que permite e venda de bens apreendidos com traficantes. A MP 885/19 agiliza o repasse, a estados e ao Distrito Federal, de recursos decorrentes da venda de bens apreendidos relacionados ao tráfico de drogas. A MP dá à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) o poder de leiloar esses bens antes do término do processo criminal.

Ao falar sobre o mecanismo conhecido como "excludente de ilicititude", o presidente defendeu a medida que ainda está em tramitação no Congresso Nacional dentro do pacote de medidas de segurança proposto pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, também presente no evento.

- Não é carta branca para matar, mas é carta branca para não morrer -, afirmou presidente.

(* Especial para O Globo)