Em Florianópolis, Gean Loureiro (DEM) tem 62% dos votos válidos e deve vencer no primeiro turno, diz Ibope

Guilherme Caetano
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Cristiano Andujar / Divulgação/Prefeitura de Florianópolis
Cristiano Andujar / Divulgação/Prefeitura de Florianópolis

SÃO PAULO — O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), aparece com 62% dos votos válidos na última pesquisa Ibope antes da eleição, divulgada na noite deste sábado. Nessa contagem não essão inclusos indecisos, votos brancos e nulos.

Em seguida vêm Professor Elson (PSOL), com 16%, Pedrão (PL), com 10%, e Angela Amin (PP), com 9%. Os candidatos Alexander Brasil (PRTB), Dr. Ricardo (Solidariedade), Helio Barros (Patriota) e Orlando (Novo) possuem 1% dos votos válidos. Gabriela Santetti (PSTU) tem 0% e Jair Fernandes (PCO) não foi citado.

Em relação à última pesquisa do Ibope, de 2 de novembro, Loureiro teve uma oscilação negativa, de 64% para 62%. Elson, por sua vez, oscilou de 14% para 16%.

Considerando os votos totais, isto é, incluindo indecisos, brancos e nulos, Loureiro tem 57%, Elson, 15%, Pedrão, 9%, e Amin, 8%. Um candidato é eleito no primeiro turno se alcançar 50% mais um dos votos válidos.

A rejeição de Angela Amin é a maior, com 45%. Em seguida vem Gean Loureiro e Professor Elson, com 14%, e Alexander Brasil, com 13%.

Na simulação de segundo turno entre Loureiro e Elson, o prefeito vence com 66% contra 26¨% dos votos. Se a disputa ocorresse entre Loureiro e Amin, o prefeito teria uma vantagem de 70% contra 16% sobre a candidata do PP.

A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Essa é a terceira rodada do Ibope para a eleição em Florianópolis.

A pesquisa ouviu 805 eleitores entre os dias 12 e 13 de novembro. Ela foi encomendada pela NSC Comunicação e registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo nº SC-00237/2020.

Campanha

Loureiro enfrentou uma acusação de estupro por uma ex-funcionária em 29 de outubro, mas o caso não abalou sua campanha. Na pesquisa Ibope divulgada quatro dias depois, ele saltou de 44% de intenções de voto para 58%.

A servidora Rosana Ferrari, que concorre a uma vaga de vereadora pelo DEM, partido de Loureiro, registrou um boletim de ocorrência no qual acusa o prefeito de ter praticado sexo com ela em duas ocasiões, enquanto ela trabalhava na Secretaria Municipal de Turismo, entre 2017 e 2019.

Casado e com filhos, Gean Loureiro gravou um vídeo, no dia seguinte, dizendo-se "vítima de uma armação eleitoral". Ele assumiu a existência da relação sexual, a que descreve como consensual, e afirmou não se orgulhar da traição, "um assunto doloroso que eu e minha esposa vínhamos tratando dentro das quatro paredes da nossa casa".

Concorrentes de Loureiro na disputa tentaram não usar a acusação como munição eleitoral, embora previssem que o caso tinha potencial para prejudicar a dianteira do prefeito nas pesquisas, o que não se confirmou.

Eleito pelo MDB, Loureiro rompeu com sigla em 2019 para se afastar dos escândalos de corrupção, mas chegou a ser preso temporariamente no mês seguinte numa operação da Polícia Federal que investigava uma organização criminosa.

Fruto de uma longa negociação entre oito legendas, a megacoalizão de esquerda liderada pelo PSOL de Professor Elson corre o risco de não chegar ao segundo turno. Seu partido se aliou ao PT, que tem a vice, PSB, PDT, PCdoB e a novata UP, além de contar com o apoio informal de PCB e Rede.