Em frente ao Castelo de Windsor ou no pub "Duke of Edinburgh", britânicos prestaram homenagens a Philip

Charlotte DURAND con Imran MARASHLI en Londres
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Britânicos fazem silêncio por um minuto do lado de fora do pub The Duke of Edinburgh, que transmitiu ao vivo o funeral do príncipe Philip

Alguns deixaram flores em frente ao Castelo de Windsor ou ao Palácio de Buckingham, outros preferiram beber uma cerveja em um pub com seu nome.

À sua maneira, os britânicos prestaram homenagens neste sábado(17) ao falecido marido da rainha, o príncipe Philip.

Em uma cidade próxima à residência real de Windsor, onde o príncipe morreu e foi enterrado, o pub "Duke of Edinburgh" desejava "RIP Prince Philip" em uma placa na entrada, enquanto os clientes chegavam para assistir ao funeral pela televisão.

No jardim do bar, a única área aberta devido às restrições da pandemia, o som das marchas militares, os tiros de canhão e os sinos ao vivo do castelo logo começaram a ressoar.

De repente, houve um minuto de silêncio em que apenas se ouviu o canto dos pássaros.

Todos os convidados respeitaram religiosamente a ordem, inclusive uma mesa de jovens críticos ao príncipe, que faleceu no dia 9 de abril aos 99 anos.

Devido ao coronavírus, os britânicos foram recomendados a não ir a Windsor, mas muitos ignoraram o pedido.

“Nos deixou um homem extraordinário. O país inteiro está muito triste”, disse Maggy Kaplar, 45 anos considerando que o sentimento foi ainda mais forte em Windsor porque “é a despedida de um de nossos vizinhos”.

Muitas empresas exibiram imagens do duque de Edimburgo em suas vitrines, junto com o apelo para que se respeitasse o minuto de silêncio.

- "Servo do Estado" -

Na opinião de Ieuan Jones, 37 anos, de Cardiff, o príncipe Philip era "um homem forte, um verdadeiro herói".

"Ainda não consigo superar isso, é uma pena que, por causa da pandemia, não possamos prestar uma homenagem mais ampla a este homem excepcional", disse ele.

O cartunista Kaya Mar, de 65 anos, que se levantou de madrugada para pegar o primeiro trem de Londres, carregava debaixo do braço um grande retrato de Philip pintado sem o menor sarcasmo.

“Quando soube da notícia, logo o pintei, porque o amava, ele foi servo do Estado por muito tempo. O país vai sentir falta dele, a instituição monárquica vai sentir falta dele”, considerou.

Chris Davies, 39 anos, que serviu na Marinha Real, está preocupado com o futuro da monarquia "quando a rainha partir".

Em sua opinião, “o respeito que a rainha desfruta em todo o mundo não pode ser reproduzido por mais ninguém”.

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