Em início de mandato, Boric enfrenta greve de caminhoneiros no Chile e perde popularidade

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Desde o último domingo, caminhoneiros bloqueiam estradas em todo o Chile para reivindicar aumento no policiamento das rodovias e reclamar do preço dos combustíveis. O movimento, apoiado por pequenas associações de transportadores, é um desafio para o governo de Gabriel Boric, que assumiu o poder no início de março. Pela segunda vez em menos de dois meses, uma pesquisa apontou perda de popularidade do seu governo.

De Camilla Viegas, correspondente da RFI em Santiago.

Mais de 30 caminhões e máquinas agrícolas foram destruídos durante um episódio violento na manhã da última quinta-feira (28), no sul do Chile, em Los Álamos, na região de Biobío. O incidente foi protagonizado por indivíduos encapuzados, fortemente armados, que renderam os trabalhadores do local e atearam fogo em caminhões e máquinas. Os moradores locais relataram que dois caminhões florestais foram deixados para trás, bloqueando e atrasando o acesso dos bombeiros e da polícia.

O subsecretário do ministério do Interior, Manuel Monsalve, disse no começo da noite de ontem que o governo vai apresentar uma queixa formal em relação a esses crimes e ressaltou que esse não é o caminho da democracia e do diálogo.

É nesse contexto que os caminhoneiros chilenos iniciaram uma mobilização nacional no início desta semana, bloqueando diversas estradas de norte a sul do país. A greve não tem apoio das grandes federações, mas é protagonizada por pequenos grupos de caminhoneiros que se articulam através das redes sociais para a combinação de uma pauta comum, embora as pautas locais também sejam temas de negociação.

“Estamos em San Fernando, Curicó, Puerto Montt, Punta Arenas, Calama, Coquimbo, Antofagasta”, disse Sáez.


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