Em live, Bolsonaro defende volta do futebol e diz que Ministério da Saúde seria favorável

Jair Bolsonaro durante live (Reprodução)
  • Pasta é favorável a "dar um parecer nesse sentido", diz presidente, após saída de dois ministros em menos de um mês

  • Sem atacar governadores, Bolsonaro volta a defender relaxamento do isolamento

Por Marcelo Freire

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (21), durante sua transmissão semanal nas redes sociais, que conversou com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), sobre o retorno dos jogos de futebol. Também nesta quinta, o país ultrapassou a marca de 20 mil mortos pela pandemia do coronavírus – foram 1.188 óbitos registrados nas últimas 24 horas.

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Ele também afirmou que o Ministério da Saúde daria um parecer favorável nesse sentido. No momento, a pasta não tem um ministro titular e está sendo comandando pelo general Eduardo Pazuello de forma interina, após a saída de dois ministros – Luiz Henrique Mandetta e seu sucessor, Nelson Teich – entre os dias 16 de abril e 15 de maio.

"Estive com o Crivella, hoje, conversando sobre a volta do futebol. No primeiro momento, muitos jogadores eram contra, e agora é um outro entendimento. Obviamente, sem torcida. Está nas mãos do Marcelo Crivella", disse Bolsonaro.

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"No que depender do Ministério da Saúde, é favorável a dar um parecer nesse sentido, para que a gente possa assistir um futebolzinho no sábado, no domingo. Até ajuda a deixar o povo em casa, menos estressado. E os jogadores querem voltar a jogar, que é o mais importante. Afinal de contas, a gente não sabe até quando vai essa pandemia", declarou o presidente.

Ao abordar o tema do coronavírus na live desta quinta, Bolsonaro novamente defendeu o relaxamento do isolamento social e disse que as autoridades têm que "convencer o povo a usar a máscara" evitando, no entanto, a aplicação de multas.

Bolsonaro, que fez uma reunião com os governadores nesta quinta e se comprometeu a liberar um socorro de R$ 60 bilhões aos estados, evitou criticá-los diretamente, mas pediu que eles aprovassem planos de abertura das atividades econômicas.

"Todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço. E eu digo respeitosamente aos senhores, que decidem – um apelo, eu estou mandando bilhões para os senhores –, o o estado que tiver um plano de abertura radical, obrigando a máscara, sem multa, no convencimento, será um governador reconhecido, porque a ansiedade da população está enorme", disse o presidente. 

Em outros momentos, Bolsonaro voltou a dizer que, além da máscara, cabe às pessoas terem cuidado com seus familiares.

"E toca o barco. Essa é a realidade. Pavor também mata, o estresse em si, a pessoa preocupada. 'Vou morrer se pegar esse vírus'. A vida tá aí. Se faz uma pesquisa... o que é mais fácil, morrer de um acidente tal ou com esse vírus? Ou outro vírus, ou do coração? Nós vamos embora um dia. Novamente, a gente lamenta as mortes", disse, ainda no início da transmissão.

Mesmo citando os óbitos causados por outras doenças, ou acidentes, Bolsonaro não apresentou números para sustentar a tese. Segundo o portal UOL, citando dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde, a covid-19 é hoje a principal causa de mortes do país – ela tem apresentado uma taxa de mortalidade diária, durante a crise, mais alta em relação a outras doenças, acidentes ou agressões.

Bolsonaro também defendeu novamente o uso da hidroxicloroquina, mesmo reconhecendo que o remédio não tem comprovação científica. "Tem muitos relatos de quem tomou cloroquina logo no começo e está vivo. Alguns morrem, claro, nem todos que tomam remédio vão se curar, mas a grande maioria está viva", declarou.

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