Em live com cantora, André Gabeh fala da exposição de sua sexualidade no 'BBB 1': 'Senti a maldade muito próxima'

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"São 19 anos. Muita coisa aconteceu, muita gente chegou, muita gente foi embora. Eu mesmo fui embora de mim várias vezes.Tenho noção do quanto eu já mudei". Com essas palavras, o cantor André Gabeh lembrou de sua participação no "Big Brother Brasil 1", exibido em 2002 e que está em reprise no Canal Viva. Falando de religiosidade e de sexualidade, ele foi entrevistado pela cantora Adriana B no programa "Lado B", que ela realiza semanalmente em seu perfil do Instagram.

Embora nunca tenha escondido sua orientação sexual, André, que é cantor e também escritor, recordou que teve medo quando aceitou o convite para participar do programa. "Tudo vem com a maturidade, né?", disse ele na conversa com Adriana. "Eu tinha 27 anos quando fui exposto dentro de um programa visto pelo Brasil inteiro, que atinge milhões de pessoas. Nunca me senti culpado por nada. Sempre gostei muito de ser eu. Mas sempre tive muita preocupação com o olhar que o outro tinha sobre mim, muito mais no sentido do quanto essa pessoa pudesse me atacar, por se achar superior em alguma coisa", completou. "Hoje eu continuo tendo medo da maldade humana, que é algo muito concreto, e eu senti claramente muito próxima de mim", diz ele, sobre os ataques que já sofreu.

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Ainda no bate-papo com a cantora Adriana B, André, hoje com 46 anos, falou sobre religião. "Eu fui criado dentro da umbanda e dentro da igreja católica", contou ele. "No programa, tinha a Vanessa que era muito ligada ao candomblé, ela era uma iniciada. Eu não sou um iniciado, eu sou um frequentador, um pesquisador. A gente tinha muitas conversas sobre isso", relembra. "Sempre estive ligado com o axé. É algo muito além do ritual. A gente é natureza".

Além de André Gabeh, o "Lado B" já recebeu nomes como Lucio Mauro Filho e Gisele Tigre. Com esse projeto, Adriana B dá continuidade às comemorações de seus 35 anos de carreira. Recentemente, ela lançou o EP e o documentário "Do Cais ao Terço", ambos em homenagem ao compositor Bráulio de Castro. "Foi muito importante celebrar a importância dele em vida. Pouco depois do lançamento, Bráulio morreu vítima dessa doença devastadora que é a Covid-19", conta a pernambucana, que iniciou sua carreira em 1986 participando dos principais festivais de música do Recife. Depois, radicou-se no Rio de Janeiro durante 15 anos, onde ajudou a fundar o famoso Rio Maracatu. Com este grupo, ganhou o Prêmio da Música Brasileira.

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