Em livro de aventuras infantojuvenil, engenheiro propõe uma viagem pelas belezas do Pantanal

Madson Gama
·2 minuto de leitura

RIO — Era uma vez uma tribo misteriosa na Amazônia que guardava cristais mágicos. Cinco sumiram. Foram espalhados pelo Brasil, e um pajé deu uma missão a uma menina chamada Giovana: percorrer o país e recuperar as pedras preciosas. A busca começou na própria Região Amazônica, já passou pela Mata Atlântica e, agora, chega ao Pantanal. A aventura neste último bioma é contada pelo engenheiro e escritor Délio Galvão, morador da Barra da Tijuca, no livro “O diário das fantásticas viagens de Giovana #NOPANTANAL”, terceiro volume de uma tetralogia, lançado este mês pela editora Bambolê.

— O Pantanal foi um bioma muito castigado em 2020. Abordo a importância de preservar essa reserva natural. Precisamos despertar nas crianças a consciência da necessidade de cuidar da nossa biodiversidade — diz o autor.

Galvão conta que a ideia de escrever surgiu quando sua filha começou a se interessar pela leitura:

— Eu costumo viajar e percebi que a gente fotografa, volta para casa e não aproveita muitos dos cliques. Quando minha filha Beatriz tinha 8 anos, sugeri que, usando os registros, fizéssemos um pequeno diário de nossa viagem à Amazônia, principalmente a fim de estimular a sua escrita. Comprei um livro em branco, ela apontou as fotos de que mais gostou, colou e escreveu. A partir disso, nasceram os diários das aventuras da personagem Giovana. O grande barato da tetralogia, que ainda vai percorrer o Cerrado, é não se saber onde acaba o real e começa a ficção. Isso estimula a criatividade e a curiosidade do leitor.

O autor diz que busca cativar seu público, crianças de 8 a 11 anos em sua maioria, de modo que ele não queira abandonar a história no meio. E que um dos papéis da literatura infantojuvenil é preparar o pré-adolescente para os textos mais densos que encontrará no futuro:

— Nos livros infantis, há uma carga muito grande de imagens. O público juvenil já precisa ler textos mais robustos, com mais informação. Como levamos o leitor do infantil ao juvenil? Precisa haver um nível intermediário. Meus livros têm capítulos curtos, de três páginas, mas que combinam texto e imagem. A narrativa é na primeira pessoa, na voz da Giovana, para a criança se identificar. E ao fim de cada capítulo deixo uma pergunta, para despertar a curiosidade.

O primeiro volume da tetralogia, “Giovana na Amazônia”, foi lançado em 2018 e já teve mais de oito mil exemplares vendidos. Em 2020, o livro foi adotado pelo Colégio Mopi, no Itanhangá. No ano seguinte, o autor lançou “O diário das fantásticas viagens de Giovana #PARTIUFOZ”, tendo como um dos cenários a Mata Atlântica. Parte da renda com os direitos autorais dos livros é revertida para o projeto Somos Soma, que promove ações solidárias em diversas frentes, e para a organização de preservação ambiental Onçafari.

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