Em manifesto, Doria, Ciro, Huck, Leite, Mandetta e Amoedo dizem que 'democracia brasileira é ameaçada'

Seegio Roxo
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Em um manifesto divulgado no começo da noite desta quarta-feira, os governadores João Doria e Eduardo Leite (PSDB), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM), o apresentador Luciano Huck e o ex-presidenciável João Amoedo (Novo) dizem que a democracia brasileira é ameaçada.

"Muitos brasileiros foram às ruas e lutaram pela reconquista da Democracia na década de 1980. O movimento “Diretas Já” uniu diferentes forças políticas no mesmo palanque, possibilitou a eleição de Tancredo Neves para a Presidência da República, a volta das eleições diretas para o Executivo e o Legislativo e promulgação da Constituição Cidadã de 1988. Três décadas depois, a Democracia brasileira é ameaçada", afirmam.

No texto, não há menção direta ao presidente Jair Bolsonaro, mas os signatários dizem que o autoritarismo pode emergir se a sociedade se descuidar da defesa dos valores democráticos. "Exemplos não faltam para nos mostrar que o autoritarismo pode emergir das sombras, sempre que as sociedades se descuidam e silenciam na defesa dos valores democráticos."

Os signatários também convocam por uma união nacional. "Homens e mulheres desse país que apreciam a liberdade, sejam civis ou militares, independentemente de filiação partidária, cor, religião, gênero e origem, devem estar unidos pela defesa da consciência democrática. Vamos defender o Brasil", concluem.