Em meio à batalha no Judiciário, Meirelles se coloca como solução em vídeo

MARINA DIAS
Fátima Meira/Futura Press

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio à disputa no Judiciário, que se acentuou neste domingo (8) com as decisões sobre a possível soltura do ex-presidente Lula, o pré-candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles, divulgará um vídeo nesta segunda-feira (9) em que se coloca como solução para o impasse político e jurídico no país.

A peça, à qual a reportagem teve acesso, mostra dois grupos de pessoas em uma espécie de cabo de guerra com a bandeira do Brasil. De um lado, vestem camisetas vermelhas, em alusão à cor do PT, partido do ex-presidente. Do outro, estão de azul, em referência ao PSDB. Os dois partidos polarizaram as eleições presidenciais nas duas últimas décadas e o discurso de Meirelles é que só ele será capaz de furar essa hegemonia.

Segundo aliados do ex-ministro da Fazenda, a peça estava pronta há alguns dias, mas a divulgação nas redes sociais nesta segunda, pós-impasse em torno de Lula, reforçará a imagem de que a politização do Judiciário, nas palavras de auxiliares de Meirelles, somada à guerra dos extremos —direita e esquerda— é uma oportunidade para o pré-candidato do MDB crescer nas pesquisas, hoje ele tem apenas 1% das intenções de voto.

Na última semana, a campanha mudou de estratégia e fez com que Meirelles adotasse um discurso mais assertivo e agressivo em relação aos adversários, principalmente Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), que hoje lideram os levantamentos na ausência de Lula.

O vídeo desta segunda segue esse raciocínio e quer mostrar que, em meio às disputas políticas e judiciais que acometem o país, Meirelles se coloca como solução, com experiência e disposição para o diálogo.

De roteiro escrito por George Wilde, da equipe contratada pelo pré-candidato, o narrador da peça afirma que, "de um lado, dizem que tudo não passou de um golpe. Do outro, dizem que a solução para o país são as ideias radicais e perigosas, que não deram certo nem no século passado". 

Em seguida, completa que a maioria "silenciosa" dos brasileiros, que não está "nem de um lado, nem do outro, sofre com toda essa tensão". "Você e o nosso país merecem muito mais do que isso, merecem ter de volta um Brasil que cresça para todos, com paz, diálogo e trabalho. Chama o Meirelles", finaliza.

Neste domingo, o desembargador do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) Rogério Favreto acatou um habeas corpus e determinou a soltura imediata de Lula, preso desde abril em Curitiba. Em seguida, o juiz Sergio Moro, de férias, disse que Favreto não tinha competência para tomar a decisão e que a Polícia Federal não deveria libertar o ex-presidente. Após uma batalha judicial que durou o dia inteiro, o presidente do TRF-4, provocado pelo MPF (Ministério Público Federal), disse que Lula deveria permanecer preso.

Na ocasião, Meirelles soltou nota para dizer que respeita as decisões judiciais de última instância e é "absolutamente contra a politização da Justiça".