Em meio à onda de calor extremo, temperatura no Reino Unido passa de 40ºC pela primeira vez na História

Pela primeira vez em sua História, o Reino Unido registrou temperaturas superiores a 40ºC, em meio à onda de calor extremo na Europa. A previsão é que os termômetros continuem a subir nas próximas horas, após aquela que foi também a madrugada mais quente desde que as marcações começaram há mais de um século e meio.

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O Met Office, o serviço nacional de meteorologia, emitiu um alerta de calor extremo para boa parte da Inglaterra, incluindo o Norte e o Sudeste — um alerta de que há, inclusive, possíveis riscos para vida. Na Escócia, outra província britânica, o calor também deverá ser sem precedentes, um dia após o País de Gales bater o mesmo marco.

Os 40,2ºC foram registrados em Heathrow, onde fica o aeroporto londrino, ao 12h50 (8h50, hora do Brasil). O recorde anterior era de cerca de uma hora antes, quando a temperatura chegou a 39,1ºC em Charlwood, no Surrey, Sudoeste inglês.

"Se confirmada, esta será a temperatura mais alta já registrada no Reino Unido", disse o Met Office, em um tuíte, referindo-se ao processo padrão para conferir a veracidade das marcações. "As temperaturas provavelmente subirão ainda mais hoje."

Antes desta quarta, o recorde anterior era de julho de 2019, quando os termômetros marcaram 38,7ºC na cidade de Cambridge. Na segunda, quando algumas rodovias derreteram, museus fecharam e trens precisaram interromper seu serviço, o dia ficou ao redor de 38ºC.

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A madrugada de segunda para terça-feira também não deu trégua, sendo a mais quente desde que as marcações modernas começaram, ficando acima de 25ºC em várias partes do país. O recorde anterior era de 23,9ºC, registrados em Brighton há quase 32 anos.

A previsão, contudo, é que a quarta-feira seja mais amena, com os termômetros abaixo dos 30ºC.

A onda de calor é o que cientistas chamam de evento climático extremo, que se tornam cada vez comuns devido à crise climática — as temperaturas muito altas são cerca de 10 vezes mais prováveis. Com a piora do aquecimento global intensificado pela atividade antropogênica, devem se tornar ainda mais comuns nas próximas décadas e séculos.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, o braço da Organização das Nações Unidas que compila e avalia a produção de pesquisa mais recente sobre o tema, a Humanidade já vive o período mais quente em mais de 125 mil anos. Desde a segunda metade do século XIX, época pré-industrial, o planeta já esquentou cerca de 1,1ºC.

Para evitar um cataclisma, alertam os cientistas, é fundamental limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC até 2100. Para que isso ocorra, no entanto, o mundo precisa agir com rapidez e coletivamente para neutralizar as emissões de gases causadores de efeitos estufas até o meio do século — realidade que, neste momento, é distante.

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