Em meio à pandemia, IBGE registra alta em número de óbitos em 2020

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BRASÍLIA — O Registro Civil 2020 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) catalogou 1.513.575 mortes no ano passado. Considerando apenas registros com os dados de sexo e idade, foram contados 195.965 óbitos a mais em relação ao ano anterior. O crescimento entre 2019 e 2020 foi 14,9%. Os números são a maior alta desde 1984.

Entre os óbitos registrados em 2020, 73,5% aconteceram em hospital, 20,7% em domicílios e em 5,8% não houve declaração ou houve outro local de ocorrência declarado. Segundo relatório do IBGE, a parcela de óbitos que elevou o registro em relação a 2019 pode ser atribuída a "causas naturais". Essa categoria, informou o instituto, incluiu os óbitos decorrentes da Covid-19. Outro fator relevante é que a maior parte dos registros foi daqueles que tinham 60 anos ou mais, que concentraram 75,8% da variação no ano.

Já o número de óbitos entre menores de 15 anos teve baixa de 15,1% em 2020. Os registros de óbitos de menores de um ano tiveram queda de 13,9% no último ano. Entre crianças de um a quatro anos, a regressão foi de 23,7%.

O IBGE registrou ainda aumento de 16,7% no número de mortes de homens e de 12,7% de mulheres. A mortalidade masculina é historicamente superior à feminina nas séries do Registro Civil. Para os óbitos por causas naturais, as mortes dos homens de 20 a 24 anos foram 2,1 vezes maiores que as das mulheres nessa faixa etária.

Todas as regiões tiveram alta no número de óbitos. Os maiores aumentos, entretanto, foram registrados no Norte (25,9%), no Centro-Oeste (20,4%) e no Nordeste (16,8%).

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