Em meio à pandemia, LinkedIn lança ferramentas para ajudar na busca de emprego

Rui Maciel
·5 minuto de leitura

O LinkedIn anunciou na última quarta-feira (28), o lançamento de novas ferramentas que devem ajudar os usuários a buscar por um emprego em meio à pandemia de coronavírus. A rede social corporativa afirmou que está testando uma nova ferramenta, chamada "Explorador de Carreiras", que mostra aos candidatos como suas habilidades se relacionam a milhares de cargos e quais habilidades eles ainda precisam desenvolver.

Ao analisar as informações repassadas pela plataforma, os usuários, caso queiram, serão direcionados a cursos de aprendizagem online para aprender novas habilidades. Algumas encontram ampla demanda dentro do LinkedIn, como programação, marketing digital, finanças e análise de dados. As empresas também procuram trabalhadores com habilidades de comunicação, gestão de negócios e solução de problemas.

"Nesse ambiente, o aprendizado contínuo e o investimento em novas habilidades são realmente essenciais para quem procura emprego, a fim de recuperá-lo", afirmou Karin Kimbrough, economista-chefe do LinkedIn, durante o anúncio dos novos recursos.

Entre os novos recursos, o LinkedIn também oferecerá ajuda aos candidatos para e prepararem para uma entrevista. Para isso, a plataforma mostrará, por exemplo, perguntas comuns feitas em processos seletivos envolvendo cargos de de gerenciamento de produto, marketing e vendas. O LinkedIn disse que o uso da hashtag #OpenToWork e uma imagem do candidato ilustrada em uma moldura está ajudando a eliminar estigmas em torno do desemprego.

250 milhões de vagas perdidas

A Microsoft estima que 250 milhões de empregos podem ser perdidos este ano em todo o mundo. A pandemia COVID-19 deixou mais de 140 milhões sem trabalho e outros 1,6 bilhão em risco, disse o LinkedIn, citando dados da Organização Internacional do Trabalho.

Ainda durante o anúncio, Kimbrough disse que as empresas ainda estão contratando, mas não há um aumento massivo na oferta de posições. "Estamos vendo algumas melhorias, mas não está indo tão rápido. E, em muitos países que não continham COVID, a contratação provavelmente atingirá um teto até que uma vacina esteja amplamente disponível e distribuída", declarou.

Além disso, mais pessoas ainda estão recorrendo ao LinkedIn para encontrar um emprego. No último trimestre, mais de 15 milhões de pessoas ingressaram na rede social, segundo números da mesma, três membros da plataforma são contratados a cada minuto.

Ainda que o número de vagas perdidas seja alto, o LinkedIn afirmou que tem detectado bolsões de crescimento de contratações. Além disso, há mais de 14 milhões de vagas disponíveis na rede social globalmente.

As ferramentas em detalhes

  • A Career Explorer (ou Explorador de Carreiras) é nova ferramenta interativa, atualmente em fase beta - e que tem o objetivo de ajudar os candidatos a emprego a traçar seu próximo passo. Usando os dados do LinkedIn, a ferramenta mostra aos candidatos a emprego como suas habilidades e experiências anteriores podem se traduzir em novas funções e oferece os cursos de aprendizagem do LinkedIn necessários para preencher quaisquer lacunas de skills. Ele também permite que os candidatos a emprego vejam quem tem experiência relevante em sua rede de contatos, para que possam pedir orientação e aconselhamento facilmente;

Explorador de Carreiras: análise de habilidades e oferta de cursos de aprendizagem (Foto: Divulgação / LinkedIn)
Explorador de Carreiras: análise de habilidades e oferta de cursos de aprendizagem (Foto: Divulgação / LinkedIn)
  • Uma pesquisa do LinkedIn indica que 70% dos profissionais em todo o mundo afirmam que as entrevistas virtuais vieram para ficar. Por isso, a rede social corporativa expandiu suas ferramentas de preparação para entrevistas, incluindo novos conteúdos para empregos sob demanda, como gerente de projeto e engenheiro de software. Dessa forma, o LinkedIn afirma ser possível ajudar os candidatos a emprego a se preparar para entrevistas online e aumentar suas chances de conseguir os cargos mais procurados;

  • Os candidatos a emprego podem acessar quase mil horas de cursos de aprendizagem gratuitos da Microsoft e do LinkedIn no site opportunity.linkedin.com . Desde junho, quase 13 milhões de pessoas em todo o mundo aprenderam novas habilidades relacionadas às funções mais solicitadas.

  • A moldura de foto com a hashtag #OpenToWork, inserida no perfil do candidato, facilita o processo dos usuários que estão buscando emprego, ao envolver sua comunidade profissional e descobrir oportunidades. Segundo a rede social, mais de três milhões de membros em todo o mundo experimentaram o novo porta-retratos e estão recebendo, em média, 40% a mais de InMails de recrutadores. Eles também têm 20% mais chances de receber mensagens da comunidade mais ampla do LinkedIn;

    Selo "Open to Work": mais efetividade na busca por empregos (Foto: Divulgação / LinkedIn)
    Selo "Open to Work": mais efetividade na busca por empregos (Foto: Divulgação / LinkedIn)



  • O LinlkedIn também inseriu um porta-retratos de perfil com a hashtag #Hiring (#contratando) para os departamentos de Recursos Humanos, junto com a capacidade de adicionar empregos diretamente a seus perfis. Os contratantes podem sinalizar mais facilmente vagas em aberto para suas redes e além disso, e os candidatos a empregos podem ver quem está contratando diretamente em seu feed.

  • O LinkedIn também passa a convidar qualquer pessoa que esteja contratando para postar uma vaga na rede social LinkedIn gratuitamente. Isso ajudará as pequenas e médias empresas, em particular, a colocar seus cargos em aberto no LinkedIn e a descobrir talentos mais rapidamente.

Tecnologia em alta

O LinkedIn projeta que haverá 150 milhões de novos empregos em tecnologia criados nos próximos cinco anos. Alguns dos cargos mais buscados pelas empresas incluem engenheiro de software, representante de vendas, gerente de projeto e administrador de TI.

A pandemia do coronavírus também está mudando a forma como as pessoas trabalham, principalmente com o crescimento do home office. Blake Barnes, vice-presidente de produto do LinkedIn, disse que a empresa acredita que o trabalho remoto veio para ficar. "Os candidatos a emprego podem aproveitar novas oportunidades e as empresas têm acesso a mais talentos", afirmou ele. "Isso é algo que achamos que fará parte da estrutura da força de trabalho daqui para frente".

O Canaltech entrou em contato com o LinkedIn no Brasil para saber quando - ou se - as novas ferramentas estariam disponíveis no país. Até o fechamento desta notícia, a empresa não se posicionou. Atualizaremos o texto tão logo tivermos as respostas.

Fonte: Canaltech

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