Twitter: Em meio a polêmicas e demissões, rede social perde anunciantes

Marcas deixam de anunciar no Twitter (Getty Image)
Marcas deixam de anunciar no Twitter (Getty Image)
  • Twitter perde anunciantes após demissões e controvérsias;

  • Elon Musk confirmou perda de receita em uma postagem;

  • Volkswagen, General Mills e General Motors já se posicionaram.

Após anunciar a demissão de diversos funcionários ao redor do mundo e divulgar que vai mudar a política de moderação, o Twitter começou a perder anunciantes.

Empresas como Pfizer, General Mills e General Motors decidiram interromper as propagandas postadas na rede social até que os planos de Elon Musk fiquem mais claros.

"O Twitter teve uma queda enorme na receita, devido a grupos ativistas pressionando os anunciantes, embora nada tenha mudado com a moderação de conteúdo e fizemos tudo o que pudemos para apaziguar os ativistas", postou Elon Musk no Twitter. "Extremamente bagunçado! Eles estão tentando destruir a liberdade de expressão na América", completou o bilionário.

Ainda nesta sexta-feira, a Volkswagen aconselhou todas as marcas do grupo a pausarem os gastos com publicidade na rede social “até novo aviso”.

Outras empresas seguem o movimento. "Pausamos a publicidade no Twitter. Como sempre, continuaremos monitorando essa nova direção e avaliando nossos gastos com marketing", confirmou Kelsey Roemhildt, porta-voz da General Mills.

Ainda na semana passada, o homem mais rico do planeta tuitou uma carta aberta aos profissionais de marketing na qual disse que deseja tornar o Twitter “a plataforma de publicidade mais respeitada do mundo”.

Demissões e processos

Um e-mail foi enviado nesta quinta-feira (3) para os funcionários do Twitter informando sobre a medida. “Se o seu emprego não for afetado, você receberá uma notificação por meio de seu e-mail do Twitter”, disse uma cópia do e-mail obtida pela CNN. “Se o seu emprego for afetado, você receberá uma notificação com as próximas etapas por meio de seu e-mail pessoal”.

Depois do envio do comunicado, os trabalhadores resolveram mover uma ação contra os cortes. O processo defende que a empresa está violando a Lei Federal de Notificação de Ajuste e Retreinamento do Trabalhador depois de demitir alguns funcionários.

Na madrugada desta sexta-feira (4), parte dos 150 funcionários da subsidiária brasileira do Twitter tiveram os computadores de trabalho bloqueados e receberam um e-mail informando que não eram mais necessários.