Em meio a aumento de casos de Covid-19, Bolsonaro chama segunda onda de 'conversinha'

Daniel Gullino
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BRASÍLIA — Apesar de nove capitais brasileiras testemunharem um avanço de infecções por coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que uma segunda onda da pandemia de coronavírus é uma "conversinha". Bolsonaro afirmou que, caso a segunda onda aconteça, "tem que enfrentar", para a economia não "quebrar de vez".

O comentário foi feito durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada. Bolsonaro fazia uma comparação do seu governo com administrações anteriores e disse que os ministérios então funcionado, "apesar dessa pandemia".

— Vocês vejam o que era antes, como eram os ministérios, tudo aparelhado no Brasil. Como estão funcionando, apesar dessa pandemia que nos fez nos endividar em mais de 700 bilhões de reais. E agora tem conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver, porque se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis. Só isso.

O aumento de casos nas capitais foi registrado em levantamento do sistema InfoGripe, assinado pela Fiocruz com base em registros do Ministério da Saúde. Seu último boletim, referente a dados coletados até o último dia 31, mostrou que oito dos municípios mais ameaçados são das regiões Norte e Nordeste, as primeiras em que o sistema de saúde entrou em colapso diante da Covid-19, entre abril e maio. A exceção é Florianópolis.