Em meio a críticas do Congresso, Flávia Arruda tira férias e se licencia por nove dias

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Alvo de pedidos de demissão de uma ala da base do governo no Congresso, a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, se afastou temporiamente do cargo por nove dias. De acordo com a autorização assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), Flávia vai tratar de "assuntos particulares". A assessoria da ministra informou que a ministra, na verdade, está de férias, que vão desde ontem até o próximo dia 21.

Na virada do ano, partidos da base aliada ficaram insatisfeitos com Flávia, por considerar que ela não cumpriu compromissos firmados. O líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), chegou a pediu a demissão da ministra. Bolsonaro, no entanto, defendeu Flávia publicamente e garantiu sua permanência no governo.

— A indicação da Flávia Arruda foi minha. Por que eu a indiquei? Não é por ser mulher, por nada. É pela competência dela. Agora, onde a Flávia Arruda está errando? Desconheço. Se por ventura estiver errando, como acontece, né, eu chamo e converso com ela. Ela não será demitida jamais pela imprensa — afirmou Bolsonaro na semana passada.

Como o GLOBO mostrou no domingo, a ministra aponta, nos bastidores, que a sua fritura no Congresso é estimulada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Ele, por sua vez, teria ficado "muito chateado" e "revoltado", segundo aliados, com a condução das negociações por parte da titular da Secretaria de Governo.

Deputada federal licenciada, Flávia comanda a Secretaria de Governo desde março do ano passado, por indicação do seu partido, o PL. Ela deve deixar o cargo em abril, para concorrer nas eleições, provavelmente por um vaga no Senado, pelo Distrito Federal.

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