Em meio a debate sobre voto impresso, TSE lança campanha sobre segurança das urnas eletrônicas

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BRASÍLIA — Em meio aos investidas do presidente Jair Bolsonaro a favor do voto impresso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta sexta-feira uma campanha comemorativa aos 25 anos da urna eletrônica cujo enfoque é, justamente, reforçar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro.

A campanha explicativa de todos os passos da segurança do sistema eleitoral foi apresentada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que preside a Corte eleitoral atualmente. Barroso é quem estrela os vídeos ilustrativos -- que tentam dar detalhes sobre pormenores técnicos de audibilidade do sistema da urna.

"Não é uma campanha de polemização, apenas uma campanha de transparência para que a sociedade tenha informação fidedigna sobre a lisura do nosso sistema eleitoral", afirmou o ministro na cerimônia de lançamento que explicou ainda que a iniciativa não se trata de uma "resposta". "Esta ação vinha sendo pensada há mais de um ano".

Apesar de não se tratar de uma resposta, o detalhamento presente da campanha não deixa de ser uma forma de contornar a narrativa crescente, propalada pelo bolsonarismo, sobre a falta de audibilidade da urna eletrônica.

O presidente da República, eleito em 2018 com o voto eletrônico, chegou a questionar o resultado da eleição vencida por ele próprio -- e nesta semana, em um novo capítulo de sua cruzada contra a urna eletrônica, disse que Arthur Lira será o "pai do voto impresso", depois que o presidente da Câmara dos Deputados determinou a criação da comissão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto.

"Não é meu papel polemizar com o presidente, nós apenas cuidamos de demonstrar o que é e como funciona a urna eletrônica. O TSE cumpre a Constituição Federal, a lei e as decisões. Nesse momento no Brasil, inexiste voto impresso. Meu papel é demonstrar a transparência do sistema e a auditabilidade. O resto é política que tem uma lógica própria", afirmou Barroso ao ser questionado sobre as declarações de Bolsonaro.

As eleições no país são acompanhadas por observadores internacionais e, desde a adoção da urna eletrônica, em 1996, nunca houve qualquer comprovação de fraude eleitoral.

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