Em meio a julgamento do marco temporal, Bolsonaro pede que Supremo não mude regra

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BRASÍLIA — Em meio à retomada pelo Supremo Tribunal Federal do julgamento do marco temporal, o presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir para que a Corte mantenha a regra que determina que determinações de terras indígenas só são necessárias caso o grupo estivesse no local quando da promulgação da Constituição, em 1988.

Em solenidade no Palácio do Planalto em que anunciou mudanças no programa Casa Verde e Amarela, Bolsonaro afirmou que a mudança nas regras poderá levar a um desabastecimento mundial por causa de novas demarcações de terras indígenas.

— Se esse novo marco temporal passar a existir, caso o Supremo assim entenda, será um duro golpe no nosso agronegócio com repercussões internas quase catastróficas mas também lá para fora — disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que não apenas o Brasil está passando por uma crise inflacionária, mas diversos países ao redor do mundo. Citando o Ministério da Agricultura, Bolsonaro afirmou que caso o Supremo mude a regra do marco temporal, o governo poderia se ver obrigado a demarcar 14% do território nacional.

— Isso equivale a uma Alemanha e uma Espanha juntas. Podemos ter no mundo desabastecimento — afirmou.

Bolsonaro repetiu também o seu discurso de que a maioria dos indígenas querem utilizar as reservas indigenas para produção e extrativismo. Segundo ele, "queremos que nossos irmãos indígenas passem cada vez mais a serem pessoas exatamente iguais a nós".

Tema caro a Bolsonaro desde o período em que era deputado federal e criticava a reserva ianomâmi, a demarcação de terras indígenas é vista pelo presidente como uma ameaça à soberania do país. Em seu discurso nesta quarta-feira, Bolsonaro afirmou que a possibilidade de que mais terras sejam reservadas aos indígenas transformaria o país numa "colcha de retalhos".

— Queremos um país único de 8 mi de km². E não uma colcha de retalhos como alguns queerm fazer do nosso país — disse.

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