Em negociação com o Santos, Barcos foi recusado pelo Corinthians

Atacante marcou 23 gols em 36 jogos pela LDU em 2017 (Getty Images)

O Santos não esconde que está negociando a contratação de Hernán Barcos, como o Blog revelou com exclusividade em 24 de dezembro. Mas o atacante argentino foi oferecido primeiro a outro clube paulista: o Corinthians. A venda de Jô ao Nagoya Grampus, do Japão, fez o staff de Barcos imaginar que ele poderia ser útil no atual campeão brasileiro.

Ledo engano. Horas depois da sugestão, o Timão avisou a um dos representantes do centroavante que ele teve seu nome recusado pela comissão técnica. Entre os motivos, a idade: Barcos completará 34 anos em abril – Leandro Damião e Henrique Ceifador, que estão na mira, têm 28 anos. O fato de Barcos ter jogado pouco em 2015 e 2016 também pesou.

O contato com o Corinthians foi feito por um empresário com representação de Barcos para negociá-lo em território brasileiro – o documento é assinado por David Barcos, irmão e agente oficial do artilheiro. Diante da recusa corintiana, o emissário entrou em contato com um dirigente do Santos. E o Peixe se animou com a possibilidade principalmente depois de escutar que Pirata, como também é conhecido o jogador, se enquadra na realidade financeira do clube.

A pedida de Barcos está na casa dos R$ 230 mil por mês – o teto nos tempos de Modesto Roma Júnior, que deve ser mantido por José Carlos Peres, era de R$ 300 mil. O meia Lucas Lima e os atacantes Ricardo Oliveira e Thiago Ribeiro eram os únicos que ganhavam o valor. Curiosamente, nenhum dos três permaneceu na Vila Belmiro para 2018.

Novo técnico do Santos, Jair Ventura é entusiasta da ideia de contratar Barcos. Ele, inclusive, já havia pedido o argentino no início do mês passado, quando ainda treinava o Botafogo. O acerto, porém, foi descartado diante da impossibilidade do Bota em pagar o salário exigido.

Para anunciar Barcos em definitivo, o Peixe precisa resolver dois impasses: o tempo de contrato e valores dos bônus por performance. O camisa 9 quer dois anos de vínculo e sonha com prêmios por artilharia e títulos. Se dependesse de Gustavo Vieira de Oliveira, diretor-executivo de futebol do Santos, Barcos assinaria até dezembro deste ano e não teria direito a bônus.

Questão de prioridade: Antes de bater o martelo com Barcos, o Santos precisa resolver outra pendência fundamental, que o impede oficialmente de anunciar Jair Ventura como técnico. É que o clube não tem os R$ 800 mil para pagar sua multa rescisória com o Botafogo.

A ideia dos santistas era ceder jogadores em troca do perdão da dívida, mas o Botafogo não gostou dos nomes de Leandro Donizete, Vladimir Hernandez e Fabian Noguera. A solução será recorrer a um empréstimo bancário, algo inviável nos últimos dias por causa das festas de fim de ano.

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