Em Niterói, passageiros reclamam de calor excessivo nas barcas

Giovanni Mourão
Calor diário: usuários desembarcam na estação Araribóia, no Centro

NITERÓI — Com a tarifa prestes a ser reajustada de R$ 6,30 para R$ 6,50, a partir desta quarta-feira, as barcas vêm sendo alvo de queixas de calor excessivo feitas por parte dos usuários que utilizam a linha Araribóia-Praça Quinze. Em pleno verão e com temperaturas ultrapassando os 30 graus, niteroienses e cariocas enfrentam, quase sempre, viagens em barcas sem ar-condicionado.

Na última quarta-feira, por volta das 13h, o vendedor Cláudio de Azevedo Lopes fazia a travessia rumo a Niterói para chegar ao trabalho. Com o termômetro marcando 28 graus, o calor não era dos piores na barca, uma vez que a situação já é rotineira, diz ele, e “todos acabaram se acostumando”.

— Pego a barca quase todo dia e é muito raro conseguir uma com ar-condicionado. A falta de refrigeração passa despercebida ao longo do ano, mas volta a incomodar quando chega o verão. Não adianta deixar a janela aberta — reclama Lopes, que mora no Rio e trabalha há seis anos no Plaza Shopping.

A CCR Barcas esclarece que, apesar de a concessão não prever ar-condicionado nas linhas sociais, trabalha para que, sempre que possível, embarcações climatizadas sejam disponibilizadas na linha Araribóia. Por nota, informou ainda que, na manhã de quarta-feira, dia em que foi procurada pelo GLOBO-Niterói, duas das três barcas que faziam o trajeto eram climatizadas.

Linha social em Charitas

No dia 12 de dezembro, o desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro, da Justiça do Rio, entrou com um pedido para que o cumprimento da lei que estabeleceu a implantação de linha social em Charitas entre na pauta do Órgão Especial do judiciário. Hoje, a passagem do catamarã custa R$ 17,60; a partir de quarta-feira, custará R$ 18,20.

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