Em nota, CBF 'repudia veementemente' o uso da camisa da seleção em atos terroristas em Brasília

Muitos dos terroristas que invadiram e vandalizaram as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário na tarde do domingo em Brasília vestiam a camisa da seleção brasileira no momento da invasão. O item é um dos símbolos dos bolsonaristas e aparece frequentemente em atos golpistas. Nas redes sociais, a CBF se posicionou sobre o uso do uniforme.

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"A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir e não para separar os brasileiros. A CBF repudia veementemente que a nossa camisa seja usada em atos antidemocráticos e de vandalismo", escreveu o perfil.

No domingo, grupos terroristas que não aceitam a derrota nas eleições presidenciais de Jair Bolsonaro invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, atendendo a convocatórias que eram feitas nas redes sociais. Eles vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal, destruindo patrimônio público e obras de arte, como uma pintura de Di Cavalcanti avaliada em R$8 milhões. Mais de 260 golpistas foram detidos.

Antes da Copa do Mundo, a entidade já trabalhava na ideia de desassociar a camisa da seleção à conotação política. Uma campanha foi feita visando afirmar a noção de que o uniforme pertence a todos os brasileiros, e não a grupos específicos.

— A camisa da Seleção é de todos os brasileiros, não é desse ou daquele. É daqueles que fizeram a história do futebol brasileiro acima de tudo — afirmou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.