Em novo aceno, Garcia anuncia assistência jurídica gratuita a policiais de SP

Pré-candidato à reeleição, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) assinou nesta terça-feira um decreto para que a Defensoria Pública ofereça assistência jurídica gratuita a policiais civis e militares acusados por atos relacionados ao exercício profissional de folga ou em serviço.

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O benefício será oferecido a policiais investigados em casos de homicídio doloso tentado ou consumado; lesão corporal grave ou seguida de morte; abuso de autoridade; tortura; e fuga de pessoa presa. De acordo com Garcia, os policiais que têm processos em curso poderão aderir ao serviço, ainda que a gestão estadual ainda não tenha informado o montante que essas ações representam no judiciário.

O anúncio deste decreto se soma a uma série de acenos de Garcia na direção do eleitorado conservador, que sempre teve peso decisivo nas eleições estaduais. Ainda pouco conhecido do eleitorado, Garcia se apresenta como "novo" governador de São Paulo e tem alinhado suas ações com as pautas de segurança, já que no pleito enfrenta uma disputa particular no espectro político à direita com o ex-ministro Tarcísio Freitas (Republicanos).

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Garcia tem procurado atrair potenciais aliados de Tarcísio e do presidente Jair Bolsonaro na tentativa de viabilizar sua candidatura. Questionado se o decreto não seria um aceno ao bolsonarismo, já que a Defensoria também atua em casos de vítimas de violência policial, Garcia rechaçou:

— A Defensoria está aí para defender cidadãos, seja em casos de pessoas vulneráveis ou de policiais.

No evento, o governador estava cercado de policiais e ao lado de políticos simpáticos ao presidente como o deputado estadual Delegado Olim (PP), que anteriormente havia tentado aprovar, sem sucesso, uma proposta semelhante.

Segundo o jornal Valor Econômico, o PSDB e Bolsonaro tentam uma aliança em São Paulo para levar a eleição para o segundo turno contra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que lidera as pesquisas de opinião com folga. O governador nega.

— Quem fala pela pré-campanha sou eu. Não existe esse tipo de diálogo. Mas já falei em diversas ocasiões que São Paulo não vai titubear em dialogar com Bolsonaro em ações concretas. Isso não pode ser confundido com política.

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No evento, Garcia ouviu o deputado Delegado Olim dizer que "policial que não vai pra Corregedoria não trabalha".

— Nada mais justo que tenha a Defensoria pra defendê-lo do que o policial ter que vender sua casa ou carro para ter defesa — disse Olim.

O deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), fez coro.

– Não é possível que policiais tenham que fazer vaquinha para serem defendidos – afirmou o deputado.

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