Em 'Pantanal', após revirar o passado de Tenório, Roberto tenta provar crimes do pai: 'Quer ir até o fim', diz ator

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Se Tenório (Murilo Benício) já se sente incomodado com as perguntas de Guta (Julia Dalavia) e Marcelo (Lucas Leto) ou com a moda cantada por Trindade (Gabriel Sater) que remetem ao seu passado, em “Pantanal”, ele já pode esperar por dias piores. Um de seus filhos, Roberto (Cauê Campos), andou pesquisando dados bem mais concretos sobre a história do pai e, nos próximos capítulos, não vai se deixar manipular pelo grileiro.

— Roberto ‘‘vira a chave’’. Na mente dele, fica muito claro que foi o pai (quem cometeu crimes como assassinato). Ele sabe que não pode confiar nele. Tanto que tem pressa para revelar o que sabe, mas vai enfrentar barreiras. Definitivamente, ele não é mais a mesma pessoa — resume Cauê sobre o lado “detetive” do personagem.

Depois da descoberta, o jovem até deseja permanecer em São Paulo, distante da família que reside no Pantanal. Mas ele será voto vencido, já que todos os outros, incluindo o pai, têm interesse em ver a família paulista concentrada na fazenda. O clima em meio à bela natureza, no entanto, não será suficiente para acalmar o rapaz.

— Ele não abandona esse assunto. Dá corda para ver até onde Tenório é capaz de ir. Quer provar quem ele é e levar isso até o final — adianta o intérprete.

O que ele não imagina, no entanto, é que seu empenho pela verdade será freado da maneira mais bruta. Roberto morrerá pelas mãos de um matador de aluguel contratado justamente por seu pai para outro serviço. Essa cena, aliás, foi modificada na atual versão da novela. Originalmente, Roberto morria devorado por uma sucuri.

— Estou na expectativa. É a primeira vez que morro em algum trabalho. Tem todo um simbolismo, essa questão de como vou estar e com quem. Espero que seja muito lindo — vislumbra o ator, que deve gravar o trágico desfecho ainda nesta semana.

Outra alteração da versão de 1990, da TV Manchete, para a de hoje é o fato de a segunda família do fazendeiro ser negra. Logo no início dos trabalhos, esse núcleo criou um grupo de WhatsApp com o autor Bruno Luperi, que assina a adaptação, e com o escritor e professor especializado em estudos afro-brasileiros Renato Noguera. Por lá, eles discutem abordagens das cenas que falam sobre a questão do racismo na trama atual.

— Bruno quis ver como queríamos passar essa história. Fora as contribuições que acontecem ali, apresentamos outras para a direção. É incrível essa liberdade e a abertura que temos neste projeto — elogia Cauê.

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