Em parceira inédita com Natiruts, Maneva lança álbum que celebra 15 anos de carreira

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Desejando trazer uma mensagem de esperança e boas energias, a banda Maneva lançou seu novo single "Lágrimas de alegria" em parceria com o Natiruts. O encontro histórico entre os dois grupos de reggae é motivo de celebração para seus integrantes, que filmaram um clipe juntos, disponível nas plataformas digitais desde quinta-feira. Para Thales de Polli, vocalista do Maneva, cantar ao lado de Natiruts é a realização de um sonho.

— Conseguir juntar com eles e fazer essa canção que está linda, para a gente é a realização de um sonho mesmo. Natiruts é responsável pela nossa formação musical e um grande exemplo de sucesso, de carreira e de música também — diz o vocalista.

Alexandre Carlo, do Natiruts, diz que fica muito feliz quando vê outras bandas citarem os artistas que as inspiraram:

— Para mim, também foi ótimo. Esse encontro de gerações é sempre muito importante para o reggae — conta ele, que destaca a mensagem que deseja passar: — Que as pessoas não percam a esperança de dias melhores. E também usem máscara e evitem aglomerações!

O single "Lágrimas de alegria" é o desfecho do álbum "Caleidoscópico", da banda Maneva. Se não fosse a pandemia, o grupo iria gravar um DVD de comemoração aos 15 anos de carreira passando por várias capitais do Brasil. Com a agenda cancelada, acabaram focando no disco comemorativo, dividido em quatro partes. Apesar do momento complicado, eles celebram os 15 anos de união e garantem ter a mesma alegria do início.

— Sempre estamos com essa gana e vontade de fazer mais, lançar música nova, produzir e compor. O estado de espírito é guerreiro, aquele mesmo de querer fazer tudo dar certo. E o mais legal é saber que estamos trabalhando com o que amamos. É algo bem leve, parece que o tempo passa mais rápido. Nem percebemos que temos 15 anos de carreira. Parece que começamos ontem — observa Thales.

Além de "Caleidoscópico", durante a pandemia o Maneva também lançou o projeto "Tudo vira reggae", em que fez releituras de diversas músicas populares brasileiras. Thales conta que a banda usou a quarentena para compor e produzir.

— Foi legal a gente ter conseguido fazer bastante música e produzir bastante. Só que, mesmo assim, não vemos nenhum lado bom na pandemia, que custou a vida de mais de 400 mil pessoas. As canções são mais um acalento para apaziguar um pouco o coração do que só uma realização nossa. É uma maneira de trazer uma leveza e um colorido para esse momento cinza que estamos vivendo agora — frisa o vocalista.

Na expectativa da vacinação contra a Covid-19 em massa, a banda sonha em poder voltar aos palcos:

— Por um lado, estamos felizes pela galera que já está se vacinando, mas lamentamos um pouco o ritmo. Poderia estar mais rápido. Mas temos que encarar, não tem jeito, e agradecer o que está rolando. Em outubro, a gente deve voltar com força total, se Deus quiser — torce ele.

Para Thales, o importante em meio a isso tudo é não deixar a peteca cair:

— Temos que entender que a vida foi feita justamente para a gente passar por todas as fases dela. Quando o momento está ruim, temos que encarar de frente, não podemos deixar a peteca cair. Se o momento está bom, a gente aproveita, mas tendo a noção de que ele vai passar. E sempre tirar o melhor de tudo dessa existência. Estamos aqui para isso, de passagem, aprendendo.

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