Em pleno inverno, França e Reino Unido registram final de ano mais quente da história

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O cenário de Ano-Novo no hemisfério norte costuma ter neve ou, ao menos, pesados casacos de inverno. Não é o caso este ano. Com uma temperatura média nacional de 10,7°C, a França vive a semana mais quente entre Natal e Ano-Novo desde que começaram os registros, em 1947. O Reino Unido, onde os termômetros marcaram mais de 15°C no nordeste do país nesta sexta-feira (31), bateu seu recorde de calor.

Em Paris, os dias de sol e céu azul atraem os franceses para um passeio na rua ou nos parques. Com a alta na temperatura, as praias do sul do país receberam uma quantidade inesperada de turistas para aproveitar o calor que chegou a 20°C em Montpellier na quinta-feira (30), oito graus centígrados a mais que a normal para a estação.

De acordo com a agência nacional francesa Météo-France, a média de temperatura no país entre os dias 24 e 31 de dezembro é a mais alta desde 1947, dado mais antigo. A média de temperatura foi de 10,7°C, cinco graus acima da média normal (5,3°C). Antes deste ano, os recordes de calor durante o inverno foram registrados em 2002 e 2015.

Os recordes de temperatura se explicam por conta de uma corrente anticiclone que está trazendo uma massa de ar subtropical do norte da África para a Europa, segundo informações da emissora Franceinfo.

O aumento de temperatura e as chuvas na França neste final de 2021, após um início de dezembro com muita neve, têm causado estragos na região dos Alpes. Na estação de esqui de Saint-Hilaire-du-Touvet, um funicular foi soterrado por uma avalanche de pedras, segundo informações da rádio local France Bleu Isère.

O Reino Unido também tem sido afetado por este aumento de temperaturas. Nesta sexta-feira, o país registrou seu Ano-Novo mais quente, segundo a agência Met Office.


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