Em Portugal, Pacheco evita citar Bolsonaro, mas fala em erros na pandemia e critica quem é contra uso de máscara ou vacina

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BRASÍLIA — Durante um fórum jurídico em Portugal, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez um discurso repleto de críticas indiretas ao governo federal, mas sem citar o presidente Jair Bolsonaro. Pacheco afirmou, por exemplo, que "houve diversos erros" durante a gestão da pandemia de Covid-19 e que "não dá para pregar não uso de máscara, não dá para pregar não vacinação". O presidente do Senado também criticou ataques a urnas eletrônicas e o desmatamento ilegal.

— O Brasil sofreu muito com a crise sanitária. Houve diversos erros que são evidentemente apontados, talvez não por todos, mas pela maioria dos brasileiros, que houve naturalmente erros — discursou Pacheco, no Fórum Jurídico de Lisboa, após elogiar o desempenho de Portugal durante a pandemia.

Em outro momento de sua fala, Pacheco criticou quem se opõe ao uso de máscaras e de vacinas, duas atitudes frequentes de Bolsonaro.

— Nós ainda não superamos definitivamente a pandemia no país, e isso nos impõe responsabilidades, nos impõe avaliar os erros que foram cometidos e pensarmos para frente uma nova lógica do Brasil quando lidamos com uma crise como essa da pandemia. Não dá para pregar não uso de máscara, não dá para pregar não vacinação.

O presidente do Senado também defendeu o sistema de votação brasileiro. Bolsonaro já colocou diversas vezes em dúvida a segurança das urnas eletrônicas, sem apresentar provas de suas alegações.

— (No Brasil) Criticamos aquilo de positivo que temos, como aconteceu com as urnas eletrônicas recentemente. Sempre tínhamos orgulho de dizer do nosso sistema eletrônico de votação e, de repente, surgem críticas do nada, e partidas não sei de onde, para se criticar o sistema eletrônico de votação.

O presidente do Senado ainda afirmou que "nós não podemos nos apartar da causa ambiental" e disse que o desmatamento ilegal é o maior problema do Brasil nessa área. Horas antes, Bolsonaro discursou em um evento em Dubai e afirmou que a Amazônia "não pega fogo", contrariando dados do próprio governo.

— Nós não podemos nos apartar da causa ambiental — afirmou Pacheco. — Para que tenhamos uma solução sobretudo do desmatamento sobretudo no combate ao desmatamento ilegais das nossas florestas, que é o maior problema ambiental que nós temos.

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