Em posse de comandante do Exército, ministro da Defesa diz ser preciso respeitar 'projeto escolhido pela maioria'

Daniel Gullino
·1 minuto de leitura

Durante cerimônia de troca do comando do Exército, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmou que é preciso "respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros". Braga Netto também disse que é necessário se unir contra "qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional". O presidente Jair Bolsonaro estava presente no evento.

— O Brasil precisa estar unido contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional que altere o equilíbrio entre os Poderes e prejudique a prosperidade do Brasil. Enganam-se aqueles que acreditam estarmos sobre um terreno fértil para iniciativas que possam colocar em risco a liberdade conquistada em nossa nação. É preciso respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros para conduzir os destinos do país — discursou o ministro.

Na cerimônia, foi oficializada a troca de comando no Exército, anunciada há três semanas. O general Paulo Sérgio Nogueira assumiu o cargo, que era ocupado por Edson Pujol. Os chefes das Forças Armadas foram demitidos por Braga Netto em seu primeiro ato como ministro da Defesa. Ele substituiu Fernando Azevedo e Silva, demitido por Bolsonaro.

A dois dias do início da Cúpula de Líderes sobre o Clima, evento convocado pelo presidente americano, Joe Biden, Braga Netto também rebateu críticas sobre a preservação da Amazônia. Ele defendeu a atuação das Forças Armadas para conter o desmatamento, como o governo federal já fez em duas oportunidades.

— As discussões a respeito do bioma Amazônia voltaram à temática nacional e internacional, mas os brasileiros que estão presentes na região sabem que a floresta continua de pé. Ninguém melhor que as Forças Armadas para conservá-la, exigindo a prontidão e um trabalho árduo e contínuo.