Em processo de revitalização, Downtown, na Barra, terá parcão e lojas no subsolo

Maíra Rubim
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RIO — Inspirado nos shoppings horizontais dos Estados Unidos e com um espaço multiuso que oferece de cinema a consultórios médicos, de moda acessível a restaurantes, o Downtown comemora seus 21 anos com uma série de mudanças. Com um investimento de R$ 85 milhões, vem reformando as áreas internas de seus 23 blocos e fachadas e ampliará sua área com a exploração do subsolo. As primeiras novidades já chamam a atenção dos frequentadores. Outras serão observadas aos poucos, pois a reformulação só estará completa por volta de 2024.

Claudio Guaranys, presidente da CGMalls, administradora responsável pelo centro comercial, afirma que não havia demanda de mudanças por parte dos clientes, mas que a modernização das instalações e a oferta de novidades servem para manter a fidelidade do público e atrair novos consumidores. O trabalho, conta, começou aos poucos, com a revitalização interna dos blocos, que teve início há três anos e deverá ser concluída até junho.

— Foram instalados acabamentos modernos e iluminação de LED e usamos cores mais neutras— conta o executivo. — Também estamos reformando os banheiros, que ficarão maiores.

A renovação das fachadas, próxima etapa, deve ter início pelo Bloco 2, ainda este ano. A previsão é que as obras estejam concluídas em cerca de três anos.

— Não é só o acabamento que vai mudar: as fachadas serão ventiladas. Funcionarão também como uma espécie de isolante térmico.

Há quatros anos, o Downtown deu início a um processo na prefeitura para explorar um espaço desocupado do terreno: nascia aí a ideia de expansão para o subsolo, que terá 5.600 metros quadrados de área locável. A inauguração deve ser entre outubro e novembro de 2022.

— O novo espaço ficará seis metros abaixo do solo. As lojas terão pé-direito alto e poderão construir mezaninos para aproveitar melhor o espaço. Queremos com isso trazer âncoras do varejo: as lojas que temos hoje são de apenas 50 metros quadrados, e não conseguimos atrair grandes operações porque não há espaço para isso — detalha.

Uma das poucas grandes varejistas já presentes no shopping, as Lojas Americanas, que hoje operam no formato express, já garantiram um espaço de 1.350 metros quadrados no subsolo. A expectativa é atrair também marcas como Riachuelo, C&A, Casa & Vìdeo e Renner.

A expansão terá desafios, num espaço que funciona 24 horas por dia.

— Vão ser necessárias algumas interdições para a realização das obras, como desvios no tráfego, mas nada muito agressivo.

Por falar em tráfego, o projeto não prevê novas vagas de estacionamento.

— Hoje, como a Barra tem uma mobilidade melhor, com o metrô e o BRT na nossa porta, temos até vagas sobrando. Mas também não vamos roubar nenhuma vaga — garante Guaranys.

A praça central, um dos espaços mais frequentados do Downtwon, principalmente devido à realização de shows e eventos como a tradicional festa junina, também passará por modificações. A mais significativa será uma cobertura com lona tensionada.

— É para dar mais conforto aos frequentadores. Serão 1.100 metros quadrados de cobertura, o que é bom contra as chuvas e para ajudar no sombreamento — avalia.

Com as pessoas buscando espaços abertos para aliviarem o confinamento imposto pela pandemia, Guaranys salienta que o Downtown, já procurado por oferecer amplas áreas ao ar livre, tornou-se uma opção para mais famílias em busca de lazer. O que acabou levando à instalação de novos parquinhos em pontos diversos do centro comercial.

— Os parquinhos podem ser usados por cadeirantes e crianças com dificuldade de locomoção. Outra novidade que chegará até o fim do mês é um trenzinho que vai circular pela alameda principal — adianta.

Se já era um dos lugares preferidos de quem tem animais de estimação na região, o Downtown se tornará ainda mais pet friendly, com a inauguração de um parque para cães na área atrás dos blocos 10 e 11, prevista para este mês.

O Downtown tem atualmente cerca de 1.500 unidades. O próximo passo deverá ser a construção de um centro de convenções.

— Este é um projeto que está sendo estudado e deverá sair do papel em breve — revela Guaranys.

Outra novidade foi a instalação, em janeiro, de 63 totens interativos para os visitantes encontrarem mais facilmente o que procuram. Dois outdoors eletrônicos de alta definição devem ser instalados nos próximos dias.

O Downtown, é um condomínio, administrado por um síndico e por um conselho, e e não um shopping center. Os lojistas dividem despesas como água, luz, limpeza e segurança. Para eles e para os clientes preocupados com sustentabilidade, uma boa notícia são as medidas voltadas para enxugamento de gastos e preservação ambiental. Placas fotovoltaicas sobre o estacionamento captarão energia solar, e o sistema de aproveitamento de água da chuva será ampliado.

— Todo o dinheiro é revertido em ações de investimento no empreendimento. Temos caixa e, para fazer as reformas, não foi preciso cobrar taxa extra. Estamos trabalhando com o que já foi arrecadado com estacionamento e aluguel de antenas para operadoras de telefonia — explica Guaranys.

As obras da fachada foram idealizadas por Marcos Sá, arquiteto que projetou o Downtown. Já a expansão é um projeto de Eduardo Mondolfo, que entre seus projetos tem o Shopping Leblon.

— A expansão foi inspirada em tendências mundiais. O Downtown vai ficar mais elegante — promete Guaranys.

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