Em projeto da ONU, cientistas usam redes sociais para explicar criação de vacina contra Covid-19

Renato Grandelle
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RIO — Gustavo Cabral de Miranda lembra da primeira vez em que foi reconhecido na rua. Estava numa farmácia em São Paulo e, mesmo de máscara, ouviu de uma senhora: “Você é aquele pesquisador com uma história linda?”. Mês passado, em uma padaria, outra mulher o abordou: “Você não é o cientista famoso que trabalha com vacina?”. Pesquisador do Departamento de Imunologia da USP e da Fapesp, Miranda se diverte: “Famoso não sei. Mas trabalho com vacina.”

Médicos ligados ao combate da pandemia são cada vez mais assediados por meios de comunicação e, agora, integram um projeto da ONU chamado Equipe Halo. Lançado em outubro, ele reúne pesquisadores que participam de estudos relacionados a futuras vacinas contra o coronavírus em países como Brasil, EUA, Reino Unido, África do Sul e Índia.

Os "guias", como são chamados os seus integrantes, explicam o dia a dia de um laboratório em postagens em redes como TikTok, Instagram e Twitter. De quebra, desfazem dois mitos: as fake news sobre a Covid-19 e a imagem do cientista como alguém inacessível. Em entrevista ao GLOBO, quatro pesquisadores revelam como lidam com perguntas sobre a chegada da vacina, a possibilidade de testes mais transparentes e como a população acompanhará o desenvolvimento de imunizantes para outras doenças a partir de agora.