Em pronunciamento no rádio e na TV, ministro da Educação diz que retorno presencial às aulas é 'urgente'

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BRASÍLIA - Em pronunciamento nacional no rádio e na TV, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse nesta terça-feira que o retorno presencial às aulas é uma "necessidade urgente". Apesar de ressaltar que a decisão é uma atribuição de gestores em estados e municípios, o ministro afirmou que o governo vai prestar auxílio e "garantir" que escolas possam funcionar com "segurança".

- Não podemos mais adiar este momento. O retorno às aulas presenciais é uma necessidade urgente - declarou Milton Ribeiro.

O ministro citou a existência de estudos de Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para reforçar que as consequências para a população com a suspensão das aulas podem ser graves.

Ribeiro, então, apelou a professores, pais e estudantes para que apoiassem o retorno presencial.

- O país não pode mais ficar com as escolas fechadas.

Ao defender o retorno às aulas, o ministro também citou as medidas que outros países adotaram "com sucesso": uso de máscaras, álcool em gel e a vacinação de profissionais da educação.

No pronunciamento, o ministro ressaltou que o MEC não pode, sozinho, determinar o retorno às aulas, "caso contrário já havia determinado".

- Eu solicitei ao ministro da Saúde a priorização aos profissionais da Educação, que já estão sendo vacinados (...) O governo do presidente Jair Bolsonaro continuará estimulando a reabertura e prestando auxílio técnico - declarou.

Na avaliação de Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo do Todos Pela Educação, é importante que o Ministério da Educação dê senso de urgência na reabertura das escolas, mas que é uma “brutal hipocrisia” o governo federal colocar toda a culpa em estados e municípios.

—O MEC não articulou ações para o ensino remoto, como muitos países que ele citou fez; não elencou parâmetros nacionais para orientar estados e municípios a decidirem ou não pelo retorno presencial; e nem garantiu apoio técnico para que a gente tivesse uma resposta à crise menos desigual — afirma Nogueira Filho.

Atualmente, enquanto a rede particular de todos os estados está liberada para o ensino presencial, apenas oito redes estaduais e sete municipais de capitais estão funcionando com alguma parte das aulas na escola. Ontem, os estados da Bahia e do Maranhão também anunciaram a adoção do ensino híbrido em agosto.

Já as cidades do Rio e de São Paulo se aproximam do fim do rodízio em salas de aulas. Com novas regras, as escolas com mais espaço, em geral as privadas e de elite, poderão ter 100% dos estudantes presencialmente, em todas as classes e dias da semana. As mais apertadas, no entanto, continuam no no modelo híbrido, sendo parte das lições no colégio, e outra em casa.

O governador João Dória e o prefeito Eduardo Paes decidiram que as salas que comportarem todos os alunos com um metro de distância entre si poderão funcionar sem rodízio. Com isso, algumas escolas privadas já decidiram e estão comunicando os pais de alunos que, na volta das férias em agosto, haverá a volta completa. No entanto, essa não deve ser a realidade da maior parte das escolas públicas, que possuem salas mais apertadas.

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