Em rede social, Yasmin Brunet lamenta não conseguir ir com Medina a Tóquio: 'Patriotismo seletivo'

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Após a confirmação de que não poderia ir a Tóquio ao lado de Gabriel Medina para acompanhá-lo na disputa dos Jogos Olímpicos, a modelo e atriz Yasmin Brunet, esposa do surfista, foi ao Instagram dar sua versão dos fatos. Segundo Yasmin, os atletas do surfe têm direito a escolher uma pessoa de forma livre para acompanhá-los, e o brasileiro não quer "ser tratado de forma diferente".

— Isso pra ele nao é uma brincadeira, ele nao quer me levar para passear no Japão — afirma ela.

Em uma serie de stories, a modelo alega que outros atletas puderam ser acompanhados por cônjuges e amigos, e diz ter recebido "desculpas" do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em suas tentativas de acompanhar Medina.

Brunet falou sobre os problemas pessoais pelo qual o atleta vem passando, ressaltou as chances de medalhas e criticou o COB, no que chamou de "patriotismo seletivo".

Sem a mulher, o surfista deve viajar com o técnico, Andy King.

Confira os trechos principais do pronunciamento:

A gente tem recebido várias mensagens, telefonemas, muitas pessoas que a gente conhece, inclusive imprensa perguntando o que está acontecendo. Achei melhor vir aqui. Sou eu falando diretamente, menos chance de ter um mal entendido.

Os surfistas têm direito de levar uma pessoa para as Olimpíadas. Antigamente, podiam levar duas, mas agora, por causa da pandemia, é claro, super compreensível, super correto, só podem levar uma. Só que eles podem escolher essa pessoa. Inclusive, pessoa levando marido e pessoa levando amigo, o que eu acho que está completamente certo. Só o atleta sabe o que está precisando na situação, só ele sabem quem realmente vai ajudar e quem ele quer que vá.

Isso deveria ser respeitado, principalmente numa época de pandemia, onde todos os atletas que estão se deslocando pra competir estão arriscando a própria a vida de viajar para um lugar onde o mundo todo vai se encontrar. Quanto maior puder ser o conforrtoque a delegação puder dar ao atleta, seria mais do que necessário, estamos em tempos difíceis e diferentes. Essa não é uma Olimpíada qualquer, é a primeira em época de pandemia. É importante, a gente tem que pensar sempre no que é melhor para a pessoa.

Os surfistas têm essa regra aplicada a eles, levar quem vai fazer bem a eles, e têm muita sorte, porque no caso do Gabriel isso não se aplica. Em nenhum momento ele pediu tratamente diferenciado, muito pelo contrário. Ele está querendo ser tratado como os outros, que as mesmas regras se aplcquem a todos, nenhum favoritismo ninguém especial.

Respostas a solicitações

Cada pessoa (do COB) dá uma desculpa diferente, uma que não tem nada a ver com a outra. A gente ja chegou a receber um e-mail dizendo que, por questões internas de preservação de imagem do COB e dos atletas eu nao poderia ir. Já recebemos a desculpa de que eu estava numa lista que nao seria a lista larga original, já recebemos a desculpa de que o que o COB liberou mas o COI não está liberando. É ridículo, sinceramente.

A unica coisa que ele está pedindo é que seja tratado como os outros surfistas, nenhum tipo de favoritismo, tratamento especial. Ele só quer levar a pessoa que quer, não mais de uma pessoa.

Ele está no melhor momento da carreira, isso é nítido e todo mundo sabe. Está indo representar o Brasil e eu não entendo como ele pedindo ajuda do proprio COB para que tenha os mesmos direitos, por que estão fazendo esse tipo de descaso. No momento em que ele subir no pódio, vão estar todos atrás dele, recebendo pelo Brasil. O Brasil ganhou. Mas no momento que ele pediu ajuda ao COB, eles estão fazendo descaso. Esse tipo de patriotismo seletivo não faz sentido pra mim.

Problemas pessoais

Esse é um ano muito complicado para o Gabriel, ele está passando por momentos muito complicados na vida pessoal, isso não me da direito de vir aqui falar. Quando, e se ele quiser, vai vir aqui falar. O surfe é um esporte individual e quem compete sabe a importância do psicológico da pesosa nesse momento.

Eu sou uma das únicas pessoas que sei do que está contecendo, com quem ele divide, que está vivendo junto com ele essas coisas que apoio, que estou lá quando ele precisa. Quando está chorando, estou ao lado. Isso está surtindo efeito, ele está no melhor momento [...] Nao tem como compreender que um pedido de ser tratado como os outros está sendo negado.

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