Em reunião, Bolsonaro e presidente do Paraguai discutem renegociação de tarifas de Itaipu

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, no Palácio do Planalto. Os dois trataram da renegociação de tarifas de Itaipu e da cooperação no combate ao crime organizado, entre outros temas.

Essa foi a segunda vez em que Benítez foi recebido no Planalto durante o governo Bolsonaro. O paraguaio é um dos presidentes mais próximos de Bolsonaro na América do Sul.

— (Falamos sobre) A revisão do anexo C de Itaipu Binacional, que é um tema de interesse. Temos até 2023 para avançar nesse processo de revisão — disse Benítez, em declaração à imprensa após a reunião.

O Anexo C do acordo que criou a usina estabelece que cada país tem direito à metade da energia gerada pela hidrelétrica e que venderá ao outro o que não utilizar. O Paraguai, contudo, quer ter a liberdade de vender o excedente a outros países e se queixa de que o Brasil paga pouco pela energia adicional.

Bolsonaro disse apenas que "veio também o senhor presidente da nação amiga tratar do anexo C de Itaipu Binacional", mas não entrou em detalhes sobre o que foi discutido.

Os dois presidentes também exaltaram a colaboração entre os países no enfrentamento ao crime.

— Tratamos também da questão do crime organizado. O Paraguai tem nos ajudado em muito nessa questão. Inauguramos há pouco mais um radar lá em Ponta Porã, que basicamente toda a nossa fronteira está blindada com esse novo radar — disse Bolsonaro.

De acordo com Benítez, essa colaboração causou prejuízos "inéditos" ao narcotráfico:

— Avançamos na enorme cooperação mútua, que foi fortalecida nesse tempo, na luta contra crime organizado. Creio que ambos os países demonstraram uma forte aliança e cooperação, que geraram enormes resultados. No caso do Paraguai, conseguimos expulsar muitas pessoas solicitadas pela Justiça brasileira. Com a cooperação do governo brasileiro, conseguimos inéditos golpes ao narcotráfico.

Em outubro, cinco pessoas foram mortas na fronteira entre Brasil e Paraguai. Entre as vítimas estavam um vereador da cidade de Ponta Porã (MS) e a filha do governador do departamento de Amambay, no Paraguai.

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