Em reunião com a Anvisa, Pfizer diz que só pedirá autorização emergencial para vacina caso tenha contrato com o governo

Paula Ferreira
·1 minuto de leitura

BRASÍLIA— Em reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na manhã desta quarta-feira, representantes da farmacêutica Pfizer afirmaram que só pedirão autorização emergencial para uso da vacina contra Covid-19 no Brasil caso haja um contrato assinado com o Ministério da Saúde.

Até o momento, o laboratório tem apenas um memorando de entendimento firmado com o governo brasileiro. Desde o dia 9 de dezembro, quando o documento foi assinado, não houve avanço significativo em relação ao contrato para aquisição de doses da vacina.

O Ministério da Saúde, por sua vez, afirmou na última quarta-feira que só comprará vacinas que tiverem o aval da Anvisa. Assim, o país está diante de um impasse no que diz respeito à aquisição da vacina produzida pela Pfizer. A negociação em curso prevê a compra de 70 milhões de doses da vacina.

Há duas semanas, a farmacêutica divulgou um comunicado se queixando das exigências feitas pela Anvisa para solicitação de uso emergencial. Segundo a Pfizer, o Brasil exige "análises específicas" que deixam o processo mais lento. Na reunião com a Anvisa, nesta quarta-feira, no entanto, a farmacêutica baixou o tom.

Diante da crítica da Pfizer aos trâmites da Anvisa , o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que as exigências da agência são as mesmas da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora dos Estados Unidos.

— Nós não nos opomos a qualquer diálogo com a Pfizer. Não temos criado nenhuma dificuldade, apenas primamos pela segurança que solicitem o registro para autorização de uso emergencial. Essa é a condição para a gente poder adquirir (a vacina) porque teremos o aval da Anvisa — disse o secretário durante coletiva na terça-feira.