Em reunião com Bolsonaro em SP, líder evangélico fala em 'multiplicar votos' para o presidente, Tarcísio e Pontes

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Em evento com evangélicos, o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, disse nesta quinta-feira que o segmento religioso vai buscar votos para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Costa Júnior citou ainda o apoio do grupo ao ex-ministro Tarcísio Freitas (Republicanos), que concorre ao governo de São Paulo, e ao ex-astronauta Marcos Pontes (PL-SP) , que é candidato ao Senado.

Ao tratar da conjuntura política eleitoral e da necessidade de se eleger evangélicos no pleito de outubro, Costa Júnior disse que o país vive uma "guerra espiritual" do bem contra o mal.

— Nós vamos em busca de votos (...) Vamos multiplicar votos para o presidente Jair Bolsonaro, para o Tarcísio (ex-ministro) e para o Marcos Pontes — disse o líder religioso durante a reunião fechada à imprensa num hotel em Guarulhos, mas que acabou transmitida pelas redes sociais de alguns pastores.

Segundo aliados, Bolsonaro aproveitou o encontro para negociar a suplência da vaga de Pontes ao Senado. A escolha do ex-astronauta para o posto causou incômodo entre deputados da base evangélica, e o presidente então fez um novo aceno ao grupo.

Fiel ao presidente, a deputada Carla Zambeli (PL) avalia que os evangélicos podem emplacar o suplente de Pontes.

— A Assembleia de Deus é uma base de apoio muito grande do governo, e acredito que talvez (o evento) tenha relacionamento com o suplente do Marcos Pontes — disse a deputada federal.

De acordo com o instituto Datafolha, Bolsonaro ampliou sua vantagem de cinco para 10 pontos sobre Lula entre os evangélicos. O presidente oscilou positivamente de 40% para 43% das intenções de voto, enquanto o petista flutuou negativamente de 35% para 33%.

Em seu discurso aos pastores, Bolsonaro repetiu ataques às urnas eletrônicas e voltou a falar no risco de eventualmente ser preso por "atos antidemocráticos".

— Estou buscando impor via forças armadas, que foram convidadas, para ter eleições transparentes — disse Bolsonaro.

O presidente também criticou o preço do diesel e disse que a Petrobras tinha lucros muito altos. Minutos depois, a estatal anunciou a redução do preço do combustível.

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