Em reunião com Paulo Guedes, Huawei pede que decisão sobre 5G seja técnica e não discriminatória

Eliane Oliveira
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BRASÍLIA - Representantes da companhia chinesa Huawei no Brasil tiveram uma reunião virtual, nesta sexta-feira, com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles pediram ao ministro que todas as decisões sobre a realização do leilão de frequências 5G no Brasil sejam realizadas de maneira "estritamente técnica, não discriminatória e em favor do livre mercado".

Leilão:Huawei já prepara ofensiva na Justiça"Seguimos os mais altos padrões internacionais de cibersegurança nos mais de 170 países em que atuamos, respeitamos e cumprimos com as leis locais. Já realizamos testes da 5G com todas as operadoras nacionais, colaborando para a chegada da tecnologia ao país", destacou a companhia, em mensagem ao GLOBO.

5G: Huawei e rivais planejam investir de R$ 8 bi a R$ 10 bi no paísNão existe uma decisão final a respeito do tema, mas há a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro banir a Huawei como fornecedora de infraestrutura para as redes 5G no Brasil. No mês passado, o governo brasileiro anunciou o apoio à Clean Network (Rede Limpa), programa dos Estados Unidos que limita o avanço de empresas chinesas na instalação dessa nova tecnologia. A adesão à iniciativa foi feita no âmbito de uma parceria trilateral entre Brasil, EUA e Japão. Investimento: Teles correm para oferecer o ‘quase 5G’

As pressões pelo afastamento da China do 5G partem do presidente Donald Trump, que perdeu a eleição para Joe Biden, ex-vice-presidente de Barack Obama. Existe a expectativa de algumas fontes do governo brasileiro de que Biden continuará com restrições a Pequim. O argumento é que a empresa estaria a serviço do Partido Comunista chinês e teria acesso a informações estratégicas do país.

Entrevista:Embaixador dos EUA alerta que se Brasil permitir chinesa Huawei no 5G enfrentará 'consequências'A Huawei afirma que é uma empresa privada, que atua há 22 anos no Brasil. Diz que é parceira das operadoras de telecomunicações, provedores de internet, indústrias, instituições de ensino com foco em conectividade e transformação digital.

O encontro virtual entre Guedes e os representantes da companhia chinesa estavam previstos para durar de 17h às 18h. Porém, a videoconferência só terminou às 19h, ou seja, uma hora a mais.