Em reunião, governadores cobraram Ministério da Saúde sobre disponibilidade de insumos para vacinação

O Globo
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BRASÍLIA— Governadores questionaram ao Ministério da Saúde a garantia de insumos para realizar a vacinação contra Covid-19. A cobrança foi feita em realizada nesta terça-feira. Na ocasião, os gestores levantaram a dúvida sobre a disponibilidade seringas e equipamentos de proteção individual.

De acordo com o governador do Piauí e membro do Fórum de Governadores, Wellington Dias, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que levaria as dúvidas ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

— Com o secretário nacional pedimos a apresentação de um cronograma em que tenhamos a informação precisa de quando podemos começar a vacinação no Brasil. Também qual a data que teremos para que os 5.570 municípios do Brasil possamos ter qualificação. É possível contar com insumos como seringas, EPIS, ou seja, aquilo que é necessário para a vacinação? — relatou Dias.

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde suspendeu a compra de seringa até que os preços "voltem à normalidade". Bolsonaro também disse que estados e municípios têm estoques de seringas suficientes para o início da vacinação contra a Covid-19. A declaração foi rebatida por prefeitos. Segundo eles, os insumos em estoque são para a aplicação de outras vacinas.

A dúvida sobre a disponibilidade de insumos para vacinação ganhou força após o fracasso de um certame para compra 331,2 milhões de unidades de seringas. O resultado frustrante do leilão acendeu o alerta dos secretários estaduais de saúde. Depois disso, o Ministério da Saúde havia anunciado a compra de 30 milhões de unidades, mas a declaração do presidente Bolsonaro voltou a levantar dúvida sobre o fornecimento do insumo. O GLOBO questionou a pasta sobre a fala do presidente, mas a Saúde disse que não vai se manifestar.