Em reunião, PT pressiona Tatto a declarar apoio a Boulos

Sérgio Roxo
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SÃO PAULO. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o candidato Jilmar Tatto estão reunidos na noite desta terça-feira para discutir o futuro da chapa do partido na eleição para a prefeitura de São Paulo. O ex-presidente Lula, que não participa da conversa, e outros dirigentes esperam que Tatto faça um gesto em favor de Guilherme Boulos (PSOL), que tem mais chance de ir ao segundo turno.

O caminho defendido é que Tatto não desista formalmente de sua candidatura, até porque não é mais possível tirar o nome da urna eletrônica, mas recomende o voto no postulante do PSOL.

Todos avaliam, porém, que essa decisão tem que partir do candidato. Lula resolveu não intervir diretamente, mas deixou claro em conversas ao longo desta terça-feira que espera isso de Tatto diante do seu mau desempenho nas pesquisas de intenção de voto. A declaração de Tatto em favor de Boulos, avaliam petistas, poderia criar um fato político para levar o candidato do PSOL para o segundo turno.

Pesquisa do Ibope divulgada na segunda-feira mostra Boulos numericamente em segundo lugar, com 13% das intenções de voto. Celso Russomanno (Republicanos) tem 12% e Márcio França (PSB), 10%. Tatto tem apenas 6%. Bruno Covas lidera de forma isolada com 32%.

Petistas sondaram no começo da semana o PSOL sobre a possibilidade de união na reta final em São Paulo e no Rio. A adesão de Tatto a Boulos seria compensada com desistência de Renata Souza (PSOL) em favor de Benedita da Silva (PT) na capital fluminense.

A hipótese foi descartada por psolistas porque, no momento, não é enxergada chance concreta de Benedita ir ao segundo turno.