Em reunião das Forças Armadas, comandantes podem colocar cargos à disposição de Braga Netto

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Edson Leal Pujol, who was appointed by Brazil's president-elect, Jair Bolsonaro as Brazilian Army Commander is pictured at the Aeronautics Command in Brasilia, on November 22, 2018. (Photo by Sergio LIMA / AFP)        (Photo credit should read SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Comandante do Exército, Edson Pujol, é alvo do presidente Jair Bolsonaro (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
  • Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica colocarão cargos à disposição de Braga Netto

  • Decisão é uma reação à demissão de Fernando Azevedo e Silva

  • Edson Pujol, do Exército, é alvo do presidente Jair Bolsonaro.

Membros das Forças Armadas se reúnem para discutir se colocarão cargos à disposição do general Braga Netto, novo ministro da Defesa. Braga Netto assume o posto após o pedido de demissão do general Fernando Azevedo e Silva. Três comandantes devem colocar seus cargos à disposição.

Segundo informações do blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, Edson Pujol, do Exército, Ilques Barbosa, da Marinha, e Antônio Carlos Bermudes, da Aeronáutica, decidiram conjuntamente que podem abrir mão dos cargos. A decisão dos comandantes é uma reação à saída de Azevedo e Silva.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já deu sinais de que quer a saída de Pujol, por precisar de alguém que mostre maior apoio das Forças Armadas ao governo Federal. A situação do comandante do exército é considerada insustentável.

De acordo com Camarotti, a situação de Pujol teria sido o motivo para a saída de Azevedo e Silva. O ministro não aceitou tirar o comandante do cargo. A demissão do general preocupou membros das Forças Armadas.

No entanto, ainda não se sabe se Braga Netto manterá Barbosa e Bermudes nos cargos.

Recentemente, Bolsonaro chamou o Exército brasileiro de “meu Exército”, ao citar que as Forças Armadas não iriam colaborar para a realização de medidas mais duras de isolamento social.

Entenda as trocas feitas por Bolsonaro nos ministérios

Pressionado pelo Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fez nesta segunda-feira (29) a sua primeira reforma ministerial após mais de dois anos de governo. De uma única vez, fez seis mudanças em alguns dos seus principais ministérios e sacramentou a entrada do Centrão no Palácio do Planalto.

Em nota, a Presidência da República confirmou a nomeação da deputada Flávia Arruda (PL-DF) na Secretaria de Governo, responsável pela articulação política junto ao parlamento. Flávia é integrante do PL, comandado por Valdemar Costa Neto, um dos principais líderes do Centrão.

Valdemar vem liderando a aproximação do partido com Bolsonaro — a sigla emplacou nomes na presidência do Banco do Nordeste e na diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ela substitui Luiz Eduardo Ramos, que será transferido para a Casa Civil. Com a troca, Walter Braga Netto irá para o Ministério da Defesa.

Além disso, o delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres assume o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Assim, André Mendonça vai para a Advocacia-Geral da União.

Em outra troca, o embaixador Carlos Alberto Franco França assumirá o comando do Ministério de Relações Exteriores.

Mais cedo, o governo já havia recebido a demissão de Ernesto Araújo, do Ministério das Relações Exteriores, e de José Levi, da AGU. Já o ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, teve a saída pedida pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.