Em reunião sobre urnas, general fica em silêncio, fecha câmera e ignora TSE

Reunião do TSE com Forças Armadas tinha como objetivo esclarecer questionamentos de militares sobre as urnas eletrônicas (Foto: Getty Images)
Reunião do TSE com Forças Armadas tinha como objetivo esclarecer questionamentos de militares sobre as urnas eletrônicas (Foto: Getty Images)

Resumo da notícia

  • Durante reunião da Comissão de Transparência Eleitoral sobre urnas eletrônicas, representante do TSE não se pronunciou

  • Encontro aconteceu nesta segunda-feira, para sanar dúvidas dos militares sobre as urnas

  • General Heber Portalle não abriu a câmera durante reunião da comissão

Na tarde desta segunda-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral realizou uma reunião sobre a segurança do processo eleitoral, com a presença do general Heber Portella, representante das Forças Armadas. O objetivo era responder questionamentos de militares sobre as urnas eletrônicas. No entanto, segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Portella não falou durante todo o encontro da Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).

A reunião aconteceu por videoconferência, mas o general não ligou a câmera e tampouco se manifestou durante o encontro.

Ainda de acordo com O Globo, um dos técnicos do TSE, Felipe Antoniazzi, falou sobre como é feito o teste de integridade das urnas. O pronunciamento tinha como objetivo dar respostas técnicas para os questionamentos feitos pelas Forças Armadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Mais cedo, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, confirmou a presença do representante das Forças Armadas na reunião do Comissão. No ofício ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, porém, o ministro insistiu no pedido de um encontro somente entre militares e técnicos da Corte.

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira alega que há temas a serem tratados que não são contemplados na reunião desta segunda-feira na comissão.

"Reitero a necessidade de realizar uma reunião específica entre as equipes técnicas do Tribunal e das Forças Armadas, haja vista que o aprofundamento da discussão acerca de aspectos técnicos complexos suscita tempo e interação presencial, que não estão contemplados na supramencionada reunião da CTE/OTE”, escreveu o ministro antes do encontro.

Em 2021, a Comissão foi criada com o objetivo de ampliar a transparência do processo eleitoral. No entanto, na prática, passou a ser um ponto de tensão entre TSE e Forças Armadas.

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