Em sábado de Sol, cariocas burlam medidas restritivas nas praias da Zona Sul

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RIO — No segundo dia de flexibilização das medidas restritivas na cidade do Rio de Janeiro, bares, restaurantes e quiosques da Zona Sul não apresentaram um movimento de pessoas acima do que vinha sendo o normal. Mas o sábado de Sol foi um estímulo para cariocas saírem ao ar livre e se exercitarem na orla. Apesar de o número de pessoas nas ruas ficar abaixo do que era costume, houve quem insistisse em deitar para se bronzear na areia, o que ainda está proibido.

Praias, cachoeiras e parques continuam fechados no Rio, sendo proibido: atividades econômicas nas areias, incluindo o comércio de ambulante, fixo e itinerante; aulas e prática de esportes coletivos; permanência na areia, assim como em parques e cachoeiras; e estacionamento na orla, exceto para moradores, idosos, pessoas com deficiência e hóspedes de hotéis.

Durante a manhã, no Leme, a areia estava bem cheia, assim como o corredor na extremidade da orla, onde fica a estátua da escritora Clarice Lispector. Em Copacabana, o calçadão estava movimentado e a areia tinha prática de exercícios. A área mais crítica era o Arpoador, onde banhistas chegavam a sentar nas areias, sem máscara.

A orla da Zona Sul também tinha restaurantes e quiosques abertos, o que voltou a ser liberado entre 12h e 21h na última sexta-feira. Moradora de Teresópolis, a advogada Ana Paula Costa aproveitou a viagem ao Rio a trabalho para fazer turismo, esticando sua estada no final de semana. Preocupada com a contaminação em espaços fechados, ela escolheu um restaurante na Praia do Arpoador para almoçar.

— Estou sentindo que os restaurantes estão respeitando as regras, e percebi que não tem tanta gente na rua. Optei por um restaurante aberto por achar mais seguro. A questão de abrir ou não é muito complexa, porque ambientes fechados são mais perigosos para a contaminação, mas entendo que o comércio não pode ficar fechado, por conta da economia e do desemprego. É preciso que encontrem um meio termo — opinou.

Proprietário do quiosque Buenos Aires, na praia de Copacabana, Maximiliano Coronello lamentou a movimento fraco. Ele conta que em uma sexta-feira normal costuma vender de R$ 6 mil a R$ 7 mil, e ontem não passou de R$ 1.600.

— Por enquanto está muito fraco, mas acredito que na próxima semana estará melhor. Um dia abre e no outro fecha, uma semana podemos funcionar até 21h e na outra até 23h, isso gera uma insegurança e as contas para pagar continuam chegando — diz o comerciante.